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24 de julho de 2021
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Da Revista Cenarium

MANAUS – O senador Eduardo Braga (MDB) criticou, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado desta terça-feira, 15, as ações do governo do Estado para conter o crescimento no contágio pelo novo coronavírus em dezembro de 2020. O que Eduardo Braga parece ter esquecido é que, no dia 26 de dezembro, após o governador Wilson Lima decretar o fechamento das atividades não essenciais no Estado, ele foi um dos políticos locais que criticaram a decisão.

Em mensagem publicada em sua página no Facebook, no dia 26 de dezembro, Braga afirmou que “não é hora de fechar o comércio sob pena de prejudicar o empreendedor e principalmente o trabalhador. O momento é de responsabilidade de todos, de redobrar os cuidados com a saúde adotando medidas de prevenção como o uso de máscaras, distanciamento e álcool gel (SIC)”.

No mesmo dia 26 dezembro, insuflada por empresários e políticos locais e da base aliada do governo federal, a população de Manaus foi às ruas para protestar contra a medida. Por conta do risco de colapso social, o governo suspendeu o decreto. Nesse dia, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede pública estadual era de 92,93% e de leitos clínicos 80%.

O Governo do Amazonas decretou, no dia 23 de dezembro, o fechamento das atividades não essenciais por 15 dias, com base em orientações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), que entraria em vigor no período de 26 de dezembro de 2020 a 10 de janeiro de 2021.

Com base no decreto, estariam proibidas nesse período, por exemplo, reuniões comemorativas, inclusive de Ano-Novo, nos espaços públicos, clubes e condomínios. Também não estaria permitido o funcionamento de todas as boates, casas de shows, flutuantes, casas de eventos e de recepções, salões de festas, inclusive os privados, parques de diversão, circos, bares, entre outros.