Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
24 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Com informações do Infoglobo

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que confia no ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro estava pressionado pela decisão do governo de aceitar mudar o teto de gastos para pagar um Auxílio Brasil (novo Bolsa Família) de R$ 400. Guedes e Bolsonaro se reuniram na sede do Ministério da Economia na tarde desta sexta-feira.

“Nós nos entendemos muito bem. Eu tenho confiança absoluta nele. Ele entende as aflições que o governo passa”, disse, no Ministério da Economia, ao lado de Guedes.

Bolsonaro também defendeu o auxílio de R$ 400 e disse que não haverá aventuras. Esse valor decidido por nós tem responsabilidade. Não faremos nenhuma aventura, não queremos colocar em risco nada no tocante à economia.

O ministro reconheceu o ritmo de ajuste fiscal vai cair. “Nós vamos reduzir o ritmo do ajuste. Que seja um déficit de 1% (do PIB ), não faz mal. Preferimos tirar oito no fiscal e atender os mais frágeis. O arcabouço fiscal continua. Eu seguro isso”, disse Guedes.

Guedes disse que a decisão de um auxílio de R$ 400 foi tomada após pressão da ala política enquanto ele estava nos Estados Unidos, participando de reunião do FMI.

“Enquanto eu estou lá fora, naturalmente a política começa a sacudir. Aí começa uma aparente briga entre a ala política e a ala econômica. Tem uma ala política que pede um auxílio de R$ 500, R$ 600. E tem uma ala econômica que diz que o teto é até R$ 300. Ora, deve haver uma linha do meio. O presidente traçou a linha, com R$ 400”, disse.

Ele disse também que não há espaço para algo além de R$ 400: “Eu tenho que tomar a responsabilidade de dizer que até aqui dá. Se for para R$ 500, R$ 600, esquece, aí não dá mesmo”, afirmou o ministro da economia.

Guedes afirmou que houve um “colapso” na comunicação do governo com o assunto que fez parecer que havia uma guerra. Ele disse que a saída dos secretários é natural.

“Nós entendemos os mais jovens que dizem que a linha é aqui. Nós entendemos a política que diz que não vai deixar milhões passarem fome para tirarem 10 em política fiscal. A saída dos nossos secretários que pediram é natural”, afirmou.