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25 de setembro de 2021
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Com informações do O Globo

BRASÍLIA – ‘Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas”: com esta frase, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu, nessa quinta-feira, 29, que não possui provas de fraudes nas urnas eletrônicas, embora tenha anunciado diversas vezes que apresentaria tais elementos para comprovar sua tese.

Em transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta noite, ele fez ataques ao sistema de votação usado no Brasil e disse que há “indícios fortíssimos em fase de aprofundamento”. Tais indícios citados pelo presidente foram vídeos antigos que circulam na internet e trechos editados de programas de TV.

As críticas ocorrem em um momento em que Bolsonaro é alvo da CPI da Covid, está com a popularidade em baixa e figura atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais. Bolsonaro defende a implementação do voto impresso e, reiteradamente, ameaça não reconhecer o resultado caso perca as eleições em 2022 com o sistema atual.

O dever de apresentar provas é de quem faz acusação de fraudes, e não o contrário, mas o presidente tentou inverter os papéis.

“Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Apresente provas de que ele não é fraudável”, disse o presidente, acrescentando:

“Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas.”

Bolsonaro falou várias vezes em ‘indícios’. “Indícios fortíssimos ainda em fase de aprofundamento, que nos levam a crer que temos que mudar esse processo”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em especial o atual presidente da corte, o ministro Luís Roberto Barroso, defensor do sistema eletrônico de votação. Ao longo da transmissão, o TSE realizou uma checagem em tempo real de afirmações do presidente com conteúdos sobre as eleições no Brasil que foram produzidos pela Corte ao longo dos últimos anos e que desmentem as alegações de Bolsonaro. Foram 17 pontos rebatidos pelo TSE.

A transmissão durou mais de duas horas. Bolsonaro falou inicialmente por mais de 30 minutos antes de passar a palavra para Eduardo Gomes, assessor do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos. Ele justificou a escolha de pegar vídeos já disponíveis na internet.

“Esses vídeos estão todos disponíveis na internet. Por que fizemos questões de procurar nessa fonte? Porque é o povo”, disse Eduardo.

No início da live, o homem foi apresentado apenas como “Eduardo, analista de inteligência.” Ao final da transmissão, a imprensa questionou as credenciais do profissional.  O homem se limitou a responder “Eduardo Gomes”. Diante da insistência por mais detalhes, o ministro Luiz  Eduardo Ramos sinalizou de forma negativa com as mãos, mas o próprio presidente respondeu:

“Ele é coronel da reserva, formado em inteligência dentro e fora do Brasil. A  pessoa que viria fazer a live demonstrou muita preocupação pela sua exposição. É um civil e resolveu então passar as informações para Eduardo. E isso em nada diminui o serviço prestado pelo Eduardo, que é a mesma coisa que seria apresentada pelo outro cidadão. Se ele se garantir seguro no futuro, pode ter certeza que ele participará de outro momento como esse”, disse.

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