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24 de julho de 2021
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Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – Durante a Webinar ‘A importância do ajuste fiscal para os brasileiros’, realizada nesta quinta-feira, 24, o coordenador do Núcleo de Educação Política e Renovação do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), o ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, lamentou que o Brasil não seja um País de continuidade. “Você pode discordar da políticas educacionais, da política de saúde, mas no que diz respeito às políticas econômicas fundamentais não existe lado”, afirmou.

Ainda de acordo com Arthur, é por isso que o Chile se destaca tanto. “É um País que vai se desgarrando cada vez mais dos insucessos da América Latina e está batendo na porta, ainda timidamente, mas está batendo na porta dos mundos desenvolvidos”, destacou.

Dando continuidade no assunto introduzido por Arthur, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, conta que foi ao Chile como governador, e diz que fez uma visita ao ministério de obras e infraestruturas, e em uma discursão sobre transporte coletivo e os representantes do Chile ressaltaram o modelo de concessão rodoviária.

“Aqui no Brasil a gente faz um modelo de concessão e as empresas compram os ônibus para a prestação de serviço, já no Chile eles usavam a lógica que o governo compra os ônibus e disponibiliza para uma empresa privada. Lá o vendedor tem a certeza que vai receber do governo, então ele vende mais barato para o governo do que paga para o privado, que não sabe eventualmente se vai pagar, e aí vemos a diferença do Brasil com o Chile”, disse.

Eduardo ressalta ainda a importância de se discutir responsabilidade fiscal com aquilo que se garante sustentação nos serviços públicos e também viabilizar a redução de preços e redução de custos para o governo, para que ele consiga comprar mais barato, para que as pessoas tenham certeza que vão receber.

Continuidade

O ex-prefeito conta que em Manaus tem uma coisa muito interessante, que, quando acaba um mandato você não sabe quem vem em seguida. “E quem vem, pode ou não dar sequência ao trabalho de responsabilidade fiscal, ao trabalho de muito cuidado nos gastos, fazer gastos sábios, fazer gastos com a mão fechada mesmo, para sobrar dinheiro para investimentos. “Quando se fala de administração pública que deu certo, você fala de um administração direcionada, você não está dizendo que o setor público está certo, pois no Brasil não é assim, porque dependendo de quem entra, pode destruir todo trabalho anterior”, explicou.

Tradição

Arthur ressalta que a tradição, inclusive seguida por Fernando Henrique Cardoso, era superar primários. “Isso foi quebrado com o Governo Dilma. E de lá para cá as coisas desandaram”, explicou. Concordando com Arthur, Eduardo afirma que isso forma uma matriz econômica que acaba gerando um endividamento, e o endividamento gera riscos do País não atender seus compromissos, e acaba cobrando uma conta mais alta, tentando trazer, para o curto prazo, um custo benefício com a sensação de bem-estar”, destacou.