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23 de janeiro de 2022
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Descaso

O relator da CPI da Pandemia, Renan Calheiros (MDB-AL), disse há pouco que os “pregadores do ódio” e as provocações do presidente Bolsonaro e de seus filhos não o impedirão de aprofundar as investigações para chegar aos responsáveis pelo que classificou de genocídio. No início da sessão de hoje, a tropa de choque do governo, capitaneada por Eduardo Girão (Podemos-CE), voltou a dizer que Renan é suspeito, porque seu filho é governador. No entanto, não há em curso nenhuma investigação sobre supostas irregularidades em Alagoas.

Neste momento, presta depoimento o presidente regional da Pfizer, Carlos Murillo. Ao afirmar que as primeiras reuniões sobre vacinas com o governo começaram em maio do ano passado, reforça o descaso com a compra de vacinas para salvar a vida dos brasileiros.

Na Pressão

Mesmo sob intensa pressão dos seus pares, sobretudo dos senadores de oposição, o presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM) optou pelo caminho da moderação, evitando a prisão do ex-secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten. Mas, como apontou o próprio Omar durante a sessão de ontem, que Wajngarten não se iluda de que está livre de responder com rigor por seus atos à frente da Secretaria.

À coluna Via Brasília, Omar Aziz disse que campanhas e demais ações de comunicação que pregavam o negacionismo, os tratamentos sem eficácia comprovada e a desinformação serão alvos do escrutínio da comissão. Tudo indica que o “gabinete do ódio” entra nesse rol de investigados, uma vez que eram – e são até hoje, os canais preferenciais ligados ao bolsonarismo para disseminação de fake news.