22 de janeiro de 2021

Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira, 13, durante pronunciamento em Manaus que a campanha de vacinação começa em Manaus, até quatro dias após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pelo uso emergencial das vacinas de Oxford/Astrazaneca em parceria com a Fiocruz.

“Vamos vacinar em janeiro e Manaus será também a primeira a ser vacinada. Eu fui claro, ninguém receberá a vacina antes de Manaus”, disse. Mas continuou o discurso controverso ao citar também que “a vacina será distribuída simultaneamente em todos os estados na sua proporção de popularidade e Manaus terá também essa prioridade”, afirmou Pazuello.

Eduardo Pazuello explicou ainda que mesmo que a vacinação comece em janeiro, os efeitos da imunização só serão sentidos em 60 dias após a primeira e segunda dose da vacina. Ele ressaltou ainda que as medidas de isolamento social precisam continuar.

“A vacina induz a produção de anticorpos, essa é a função da vacina, ela vai induzir a produção de anticorpos. Quem produz os anticorpos é o próprio ser humano. Essa produção de anticorpos não é no dia seguinte. A literatura fala de 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20 e no dia 22 estar na rua fazendo festa. Nem vai resolver o problema da infraestrutura e do tratamento precoce de Manaus”, disse Pazuello.

Dados

Nessa terça-feira, 12, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou o diagnóstico de 1.958 novos casos de Covid-19, totalizando 218.070 casos da doença no Estado.

Segundo o boletim, foram confirmados 54 óbitos por Covid-19, sendo 27 ocorridos na segunda-feira, 11, e 27 encerrados por critérios clínicos, de imagem, clínicoepidemiológico ou laboratorial, elevando para 5.810 o total de mortes.

Confira pronunciamento na íntegra:

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.