No exterior, volta a soar o alarme de crise ambiental no Brasil

Com informações da coluna Nelson de Sá, da Folha de S.Paulo

A tragédia em Petrópolis é noticiada amplamente no mundo, com as imagens ocupando telejornais como o da rede francesa TF1. E diferentes relatos, como aqueles do alemão Die Zeit e do New York Times, anotam que seria resultado da “crise do clima”.

Que “especialistas afirmam que tais eventos climáticos extremos estão se tornando mais comuns com o aquecimento global”. No caso do Brasil, acrescenta o Wall Street Journal, aconteceu em várias regiões, nos últimos meses.

Mas outra cobertura reflete alarme com o meio ambiente no Brasil. O alemão Süddeutsche Zeitung, por exemplo, destacou a extensa reportagem “Brasil está ameaçado por boom de veneno” (imagem acima), sobre projeto em final de votação no Congresso.

No ano passado, “mais de 500 venenos agrícolas foram aprovados, mais do que nunca”, e o projeto “impulsionará as aprovações”.

“Um homem torna isso possível: Jair Bolsonaro. Ele venceu as eleições de 2018 com a ajuda de poderosos criadores de gado e grandes latifundiários. Desde então, promoveu uma lobista agrícola a ministra da Agricultura e cortou as verbas de órgãos ambientais.”

É o ministério que passaria a decidir sobre os novos pesticidas, deixando às autoridades de saúde e ambientais “apenas um papel consultivo”.

A pressão da cobertura é em grande parte sobre duas empresas alemãs, Bayer e Basf, “que ganham dinheiro” com agrotóxico usado no Brasil e “não aprovado na Europa”. O Süddeutsche alerta que “mamão, manga e muitas outras frutas do Brasil que chegam aos supermercados alemães estão contaminados”.

‘MATARAM NOSSA KAMILA’

A sombra de guerra foi para segundo plano na quinta-feira, 17, em alguns dos principais jornais russos, com o Moskovskij Komsomolets, que manchetou “O assassinato de Valieva”. No Komsomolskaya Pravda, “O mundo que comeu Kamila”.

No Argumenty i Fakty (acima), “Mataram nossa Kamila”, com um apanhado das reações ainda mais dramáticas em mídia social russa. Outras duas patinadoras do país levaram ouro e prata, mas a jovem de 15 anos desabou sob a acusação de doping e fez até o narrador da americana NBC chorar.

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