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17 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

GLASGOW — Os governos subnacionais deram mais um passo ocupando o vácuo da administração de Jair Bolsonaro na agenda climática e na competição por recursos para a Amazônia. Em uma manifestação política, um grupo de 22 governadores liderado por Renato Casagrande (PSB-ES) lançou nesta quinta-feira, na COP26, em Glasgow, o Consórcio Brasil Verde.

Trata-se de um instrumento para que os governos estaduais possam se qualificar a receber recursos do exterior para a Amazônia e um movimento de descolamento da péssima imagem do Brasil nos anos de governo Bolsonaro, durante os quais o país registrou recordes de desmatamento.

Recursos para entes federativos, contudo, precisam do aval do governo federal. Isso normalmente é feito via um acordo de cooperação técnica guarda-chuva ou, em caso de financiamento, via Ministério da Economia.

Hoje 22 governadores fazem parte do movimento “Governadores pelo Clima”, coordenado por Casagrande.

“O tema da mudança climática ganhou destaque no mundo todo. Não podemos substituir o governo federal”, disse Casagrande. “Quem faz negociações é o governo central. Mas compensamos, em parte, a ausência do governo neste tema”.

“Nosso primeiro objetivo é trabalhar para dentro”, seguiu. “Não podemos só cobrar do governo federal se também temos responsabilidade no tema”.

Os governadores assinaram compromissos de assumir neutralidade em carbono, ou seja, chegar ao saldo zero de emissões. O governante capixaba mobilizou seus pares a fazerem seus planos de implementação:

“Percebo nos contatos que fizemos que temos possiblidades reais de financiamento de projetos de adaptação”, seguiu.

O governador Eduardo Leite, (PSDB-RS) disse que a “ausência do governo federal gera para nós necessidade de mais mobilização da sociedade civil e dos governos subnacionais”:

“Não substituindo o governo nacional nas suas competências, mas a união é feita pela soma das partes”, seguiu.

Mauro Mendes, governador do Mato Grosso, fez críticas ao volume de recursos prometido pelos países na COP 26, no começo da semana, na aliança pelas florestas.

“Os US$ 12 bilhões não são nada sobre o que está em jogo neste momento”, disse o político do Democratas, referindo-se aos desafios climáticos. “Precisamos cobrar reciprocidade ambiental. Os países ricos precisam reduzir emissões de carbono na queima de combustíveis fósseis”.

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