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25 de julho de 2021
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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou nesta sexta-feira, 18, a operação “Coalizão Pelo Bem” e cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão. A operação aconteceu simultaneamente nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo e Pará. Um dos presos é Marcelo da Silva Nunes, vulgo “Marcelão”. De acordo com o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), é um dos líderes dos ataques criminosos em Manaus no início do mês de junho.

O delegado-adjunto do DRCO, Rafael Guevara, confirmou que um dos mandados de prisão é em nome do traficante conhecido como “Mano Kaio”, um dos principais líderes dos atos criminosos em Manaus. Segundo a Polícia Civil, o traficante não foi encontrado no endereço, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

“As investigações identificaram ainda a presença de importantes lideranças da facção criminosa que atua no Amazonas, responsável pela ordem dos ataques criminosos na cidade de Manaus e em mais sete cidades do Estado. Foram presos Marcelo da Silva Nunes, vulgo ‘Marcelão’, um dos mandantes dos atos de vandalismo. Ele geria do Rio de Janeiro o grupo. Foi ele que orquestrou os ataques tanto na capital quanto no interior”, disse Rafael Guevara.

Prisões

Foram cumpridos oito mandados de prisão em Manaus, sete no Rio de Janeiro e dois em São Paulo. Na capital amazonense, a Polícia Civil ainda fez a apreensão de carros de luxos avaliados em mais de meio milhão de reais. Ao todo, 3 homens foram mortos – dois no Rio de Janeiro e um em Manaus. Também foram apreendidos dinheiro, um fuzil, munição e uma granada. O morto em Manaus é o pai de um dos presos que teria tentado reagir e tomar o fuzil de um policial.

Policiais Civis cumpriram em Manaus 17 mandados de busca e apreensão. (Divulgação/PC-AM)

A operação faz parte de uma investigação ampla da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro. Na operação desta sexta-feira, 18, um dos objetivos foi desarticular uma estrutura da facção criminosa Comando Vermelho (CV) de cometer lavagem de dinheiro oriundos do tráfico de drogas no Rio de Janeiro e no Amazonas.

Lavagem de dinheiro

As investigações identificaram uma forte ligação entre a facção criminosa e o braço direito no Amazonas, evidenciando que os membros dos grupos criminosos faziam movimentações bancárias e de empresas de fachada para a remessa de valores do Rio de Janeiro para o Amazonas, a Polícia Civil do Rio estima que em um ano e meio os criminosos movimentaram mais de 126 milhões de reais.

Segundo o delegado Gabriel Poiava, delegado assistente de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro da polícia civil do Rio de Janeiro, o dinheiro era utilizado para o fortalecimento do Comando Vermelho na região da tríplice fronteira, formada pelas cidades de Tabatinga no Brasil, Santa Rosa no Peru e Letícia na Colômbia.

“Durante a investigação a PC ainda identificou que a estrutura de lavagem de dinheiro também prestava serviço para uma facção criminosa que atua no Estado de São Paulo, Primeiro Comando Vermelho (PCC)”, detalhou o delegado.