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23 de abril de 2021

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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – A comunidade acadêmica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vai decidir nos dias 10 e 11 de março, a nova gestão que vai administrar a instituição. Entre os postulantes à reitoria da Universidade mais antiga do Brasil, estão Sylvio Puga, que tenta a reeleição, Andréa Wainchman e Marco Antônio Mendonça.

A REVISTA CENARIUM realizou uma série de entrevistas baseada no mesmo sorteio que definiu a Sabatina Técnica. Obedecendo a este critério, o primeiro entrevistado foi Sylvio Puga. No bate-papo, o professor destacou avanços da gestão e as novas propostas.

Confira na íntegra a entrevista:

REVISTA CENARIUM: Qual a decisão que motivou a segunda candidatura à reitoria da Ufam? 

SYLVIO PUGA: Nós estamos vindo de um trabalho árduo com bons resultados e que vem sendo reconhecido pela comunidade. Entre esses eles, podemos mencionar a eficiência da gestão no combate à pandemia, desde a implementação do Serviço eletrônico de informação (SEI), que possibilitou que a Ufam, em termos administrativos não parasse, bem como a realização das aulas remotas. Isso fez com que alunos não tivessem total prejuízo com a suspensão das atividades presenciais, já que as aulas práticas, por razões sanitárias, não são possíveis. Pensamos em cada uma das pessoas da nossa comunidade, nós zelamos pela vida delas. Mas também não deixamos a Ufam parar. 

RC – Caso seja eleito, quais serão os principais eixos de plano de gestão? 

SP – Dividimos nossas diretrizes em dez eixos, os quais são: Pessoas e Qualidade de Vida, Planejamento, Gestão e Participação. Além de Inclusão, Diversidade e Assistência Estudantil, bem como Internacionalização. Também pautamos o fortalecimento da Graduação, Pesquisa e Pós-graduação, assim como a Extensão e Cultura; Infraestrutura e Meio Ambiente incluindo também a Interiorização e a Gestão da Informação e do Conhecimento.

RC – Como será promovida a articulação do “tripé: ensino, pesquisa e extensão”?

SP – Buscar cada vez mais que o conhecimento produzido em sala de aula permeie várias outras ramificações. O ensino não se atém à graduação, ele é conduzido numa jornada de aprendizado em campo, no laboratório, pensando problemas, debatendo soluções e apresentando à sociedade uma ou diversas formas de solucioná-los. 

RC – Na área da pesquisa e pós-graduação, como será administrada a crise de investimentos, para continuar produzindo conhecimento e contribuindo para a formação de uma sociedade melhor?

SP – Nós temos uma estratégia de busca de recursos muito clara com órgãos de financiamento, como a Finep, CNPq, Fapeam, Capes. Além dos recursos próprios que a Universidade fomenta nas 560 bolsas de Iniciação Científica. Salientando que a Pesquisa e a Pós-graduação avançam substancialmente quando temos conosco professores mais qualificados. Na nossa gestão, alcançamos o patamar de 1.000 doutores e estabelecemos como meta investir mais na formação de mestrandos e doutorandos, por meio de Dinters e Minters, com instituições de ensino de outros Estados e países. 

RC – Na sua opinião, quais são os maiores problemas que afetam a Ufam?

SP – Infraestrutura, embora já tenhamos avançado muito, tanto na capital quanto no interior. Já demandamos Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais, bem como a Faculdade de Psicologia, Faculdade de Informação e Comunicação, além da Biblioteca Setorial Norte, Faculdade de Artes, entre outros. Na nossa gestão, ocorreram melhorias nos campus. Em Parintins, a construção do Bloco 4; em Coari, a construção do prédio de Medicina e da quadra, e reforma do muro de concreto armado. Em Benjamin Constant, houve a reforma estrutural dos blocos 2 e 3. Em Itacoatiara, foi entregue o primeiro bloco do Campus ll do Instituto.

RC- Como pretende trabalhar para resolver esses problemas?

SP – Algumas dessas obras já avançaram bastante, estão ou em construção ou em processo de licitação. Há um planejamento. Nosso trabalho é feito de maneira planejada e em consonância com as demandas da comunidade. Quanto à infraestrutura da Ufam, ocorreram mudanças na manutenção predial, vias e instalações, como a restauração dos castelos d’água dos setores Norte e Sul, que passaram a ser automatizados, houve ainda restauração da Estação de Tratamento; restauração e pintura externa do Museu Amazônico e Compec, das quadras da FEFF, dos prédios da Educação Física, da quadra dos Idosos; melhoria de acessibilidade do Eulálio Chaves; manutenção predial de todas as unidades da Universidade. 

RC – Quais suas propostas para comunidade estudantil?

SP – Queremos inseri-los cada vez mais nas nossas atividades acadêmicas, com o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibc), e o Programa Institucional de Bolsas de Extensão (Pibex). Além de monitoria e mobilidade estudantil. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), mantém uma iniciativa importante nesse sentido, assim como nós, em nossa Assessoria de Relações Internacionais e Interinstitucionais que capitania essas relações da Ufam, com as instituições internacionais. 

RC – É de conhecimento da comunidade acadêmica a carência de acessibilidade nas unidades universitárias. Como o senhor pretende aprimorar as condições para pessoas com deficiência?

SP – Nós melhoramos várias unidades onde não havia acessibilidade. Para os próximos quatro anos, estamos planejando a ampliação dessas readequações, no sentido de melhorar a acessibilidade em todos os campus e fazer por projeto para colocar plataformas onde se faz necessário. Os próximos blocos que construiremos simultaneamente obviamente também seguirão essas normas.

RC – A Ufam forma milhares de profissionais que contribuem para a sociedade. De que forma acredita que a Universidade pode colaborar ainda mais com o desenvolvimento em todas as áreas?

SP – A pesquisa e a extensão são formas que a Ufam abraça a sociedade. Temos aprimorado e mostrado o compromisso social da instituição.

RC – Os recentes contingenciamentos das verbas universitárias foram pauta de muitas discussões dentro e fora da academia. Sobre o tema, a Ufam pode crescer ainda mais, mesmo com essa diminuição no orçamento?

SP – Nós temos uma estratégia de busca de recursos muito clara junto aos órgãos de financiamento como a Finep, CNPq, Fapeam, Capes, além, claro, de recursos próprios que a Universidade fomenta nas 560 bolsas de Iniciação Científica. Lembrando e salientando que a Pesquisa e a Pós-graduação avançam substancialmente quando temos conosco professores mais qualificados. Na nossa gestão, alcançamos o patamar de 1.000 doutores. Estabelecemos como meta e conseguimos também investir muito na nossa formação de mestrandos e doutorandos por meio de Dinters e Minters, que são a formação de professores e técnico-administrativos no âmbito da pesquisa, junto a instituições de ensino superior de outros estados e países. Também buscaremos as emendas parlamentares, além, é claro, de trabalhar e dar sempre o melhor uso dos recursos que provém dos ministérios aos quais somos ligados.

RC – Como deve seguir as aulas daqui para frente, em virtude da pandemia da Covid-19?

SP – Todas as nossas decisões são colegiadas e debatidas nos nossos Conselhos Superiores. Nossas decisões equilibram a equação entre a vida e a eficiência institucional como norte, para que a Universidade não se perca dos seus valores.    

RC – Qual razão pode motivar o voto da comunidade acadêmica na chapa que você está?

SP – Temos feito um trabalho pensando na nossa comunidade. Buscamos construir uma gestão participativa, eficiente, de resultados e especialmente, humana, ouvindo necessidades e trabalhando para saná-las. Estamos nessa construção, trabalhando, incansavelmente, vide os índices que obtemos em quase quatro anos de gestão.

Sabatina Técnica

Confira a participação de Sylvio Puga na Sabatina Técnica realizada pela REVISTA CENARIUM no dia 2 de março.