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17 de novembro de 2021
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Com Informações do InfoGlobo

BRASÍLIA, RIO E SÃO PAULO – Os atos contra o governo de Jair Bolsonaro, que ocorrem em ao menos 60 cidades pelo País, tiveram como novidade a forte crítica à situação econômica brasileira. Diferentemente de outros protestos, quando questões da pandemia, direitos humanos e até meio ambiente tinham mais peso, a inflação e o preço dos alimentos e combustíveis marcaram os atos de 2 de outubro.

Por todo o País, botijão de gás e saco de arroz gigantes infláveis foram levados pelos manifestantes para as ruas. A referência à alta dos preços foi constante. A temática econômica estava tão presente em cartazes como menções às mortes de Covid-19, que os manifestantes acreditam que foram maiores no País pelo atraso na compra de vacinas por parte do governo federal e pela falta de incentivos ao uso das máscaras e do isolamento social.

Em Brasília, onde a manifestação ocorreu na Esplanada dos Ministérios, um dos gritos mais ouvidos era: “Se tudo está caro, fora Bolsonaro”. No Rio, os protestos e faixas com temática econômica também criticavam o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A fome e o preço dos alimentos também estavam nos atos da Avenida Paulista, em São Paulo, que tambem contou com botijões gigantes infláveis no protesto. “O Brasil real hoje é o que está na fila do osso, o que não consegue pagar R$ 120 no botijão de gás. O Brasil real está sofrendo com o genocídio, desemprego e fome”, afirmou Guilherme Boulos (Psol), candidato à Presidência em 2018.