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25 de janeiro de 2022
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Com informações da Folha de SP

SÃO PAULO – Pela primeira vez em quase 90 anos a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, maior seccional do País, terá uma mulher como presidente. A advogada criminalista e professora Patricia Vanzolini, de 49 anos, conduzirá a entidade pelos próximos três anos, em mandato que vai de 2022 a 2024.

Com quase 97% das urnas apuradas nesta madrugada, Vanzolini alcançava uma vantagem pouco acima de três pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o atual presidente, Caio Augusto Silva dos Santos, que concorria à reeleição.

A advogada se declarou vencedora e sua assessoria informou que ela recebeu os cumprimentos pela vitória por parte de Caio Santos, segundo colocado no pleito.

No início da apuração ele chegou a liderar a disputa. Faltando pouco mais de 3% urnas, Vanzolini somava 64,2 mil votos, e Caio Santos, 58,8 mil.

Ao todo, cinco chapas concorreram no pleito. O terceiro lugar foi da chapa da criminalista Dora Cavalcanti, única chapa em que as candidatas a presidente e vice eram mulheres.

Na sequência, praticamente empatados, ficaram o criminalista Mário de Oliveira Filho e o consultor jurídico Alfredo Scaff, que se apresentava como conservador e era apoiado por bolsonaristas.

O voto nas eleições é obrigatório, segundo a Comissão Eleitoral da OAB-SP, e mais de 350 mil advogados estavam aptos a votar.

Mestre e doutora em direito pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, Vanzolini é professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie e no Damásio Educacional. Ela ingressou na OAB em 2002 e exercerá cargo de gestão da entidade pela primeira vez.

“Mais do que representar a primeira mulher no comando da maior seccional do país, reconheço o peso da responsabilidade que é reconstruir a OAB com meu compromisso de atuar na defesa intransigente das prerrogativas de todos os advogados e da valorização da profissão, do primeiro ao último dia de meu mandato”, disse a presidente eleita em nota.

Desde 1932, ano em que foi fundada, a OAB-SP foi presidida por 22 homens.

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