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18 de maio de 2021

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Jennifer Silva – Da Revista Cenarium

MANAUS – A obesidade é um dos principais fatores que causam doenças cardiovasculares e, na maioria dos casos, em pessoas do sexo masculino. É o que afirma o diretor-presidente da Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes (HCFM), Marcus Grangeiro. Segundo o especialista em doenças do coração, Manaus é uma das capitais brasileiras com maior índice de sobrepeso no País, situação muito preocupante.

Segundo os últimos dados divulgados, em 2019, pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, Manaus aparece como a capital com o maior índice de obesos (23,8%), seguida por Macapá (23,6%), Campo Grande (23,4%), Cuiabá (22,7%), Porto Velho (22,4%) e Recife (21%).  A média geral de obesidade entre brasileiros ficou em 18,9%. As capitais com menor ocorrência de sobrepeso são Palmas (46,9%), Distrito Federal (47,6%), Teresina (48,3%), São Luís (49,5%) e Florianópolis (49,8%). 

“Em 2019, saiu um estudo sobre nossa capital Manaus, sendo uma das principais ou a maior, com o maior índice de sobrepeso, isso é preocupante. A gente percebe que recentemente houve uma mortalidade enorme em relação à Covid-19 e isso se deve em parte a essa questão de obesidade. Geralmente, os homens são os mais afetados pelo fator de risco obesidade, relacionado às doenças cardiovasculares. Até aproximadamente 50 anos, os homens têm o índice de mortalidade cardiovascular maior do que as mulheres. A partir dos 50 esse fator de risco se iguala e isso se dá por questões hormonais”, explica Marcos Grangeiro, membro titular das Sociedades Brasileira de Cardiologia (SBC) e Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI).

Grangeiro explica que no último ano o número de casos de obesidade elevaram, isso porque a pandemia do novo coronavírus obrigou as pessoas a permanecerem em isolamento social. “O índice de pessoas com sobrepeso e obesidade têm aumentado, principalmente nos últimos meses. Essa pandemia deixou muita gente presa. As academias ficaram fechadas e não se podia fazer atividade o ar livre”, afirma o cardiologista.

Para o cardiologista, além do fator isolamento social, houve uma questão da saúde mental que levou muita gente à compulsão alimentar. “Muita gente resolveu descontar na comida e aumentar seu consumo de carboidratos sem o devido gasto energético, com o consumo exagerado de itens que possuem um valor nutritivo muito baixo e índice calórico muito alto. Hoje em dia a dieta ocidental é rica em itens industrializados que têm um alto teor de carboidratos simples que são ricos em farináceos, com baixo teor de proteínas, baixo teor de fibras o que colabora para o aumento da obesidade”, declarou.

Pesquisa

A Vigitel é realizada com maiores de 18 anos em 26 capitais e no Distrito Federal. Foram entrevistadas 53 mil pessoas entre fevereiro e dezembro de 2017. Ou seja, o levantamento não registra os hábitos e tendências de pessoas que moram em cidades no interior do Brasil.