Oito mil filhotes de tartaruga serão soltos para repovoar espécies no Mato Grosso

Tartarugas serão soltas no Rio Araguaia. (Projeto Amigos da Natureza/Divulgação

Com informações do G1 MT

CUIABÁ – O projeto ‘Amigos da Natureza’ vai soltar 8 mil tartarugas no Rio Araguaia, em São Félix do Araguaia, neste mês. O projeto tem o objetivo de repovoar a espécie de tartarugas-da-amazônia na região. Durante o evento, no dia 18, haverá uma audiência pública para discutir com autoridades locais a criação de uma unidade de conservação para preservação das tartarugas.

Durante o período de geração dos filhotes, os ovos são cuidados pelos integrantes do projeto em uma praia artificial.

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Após o nascimento, os filhotes são colocados em um berçário feito de caixas d’água. Depois de um período de reforço, os animais são soltos no rio em um local onde tem esconderijo e alimentos para aumentar as chances de sobrevivência.

Projeto é desenvolvido há quase 20 anos — Foto: Projeto Amigos da Natureza/Divulgação
Projeto é desenvolvido há quase 20 anos (Projeto Amigos da Natureza/Divulgação)

Além do repovoamento na região do Araguaia, o projeto Amigos da Natureza realiza outras ações de preservação como a coleta e lixo em pontos turísticos do município de São Félix do Araguaia, o repovoamento de peixes nativos na bacia hidrográfica do Araguaia e a recuperação de nascentes e matas ciliares.

O projeto é coordenado pelo biólogo Francisco de Assis Ribeiro de Sousa. Foi criado em 2001 e já foi realizado em Luciara, Santa Terezinha, Porto Alegre do Norte e Confresa. Esta é décima quinta edição do evento.

Durante os 19 anos de existência, o projeto deixou de fazer a ação por quatro anos devido à falta de recursos.

O projeto é feito em parceria com a prefeitura Municipal de São Félix do Araguaia, Polícia Militar, Marinha do Brasil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros Militar, e do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT).

Filhotes são monitorados desde a geração dos ovos — Foto: Amigos da Natureza/Divulgação
Filhotes são monitorados desde a geração dos ovos (Amigos da Natureza/Divulgação)

Francisco conta que as outras ações não são feitas todos os anos por causa da falta de recursos para a realização.

“Essas outras ações não são realizadas todos os anos, pois dependo de parcerias e tem período que a gente não consegue. Em alguns casos, ações pequenas e pontuais, eu realizo com recursos próprios”, afirma.

Para o biólogo, todo cidadão deve fazer a sua parte para preservar o meio ambiente. “Como cidadão e confiante de que cada um de nós devemos não apenas apontar as necessidades mais principalmente fazer a nossa parte e ter a consciência de dever cumprido”, afirma.

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