Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
28 de janeiro de 2022
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE

Com informações do InfoGlobo

SÃO PAULO — A variante Ômicron mais infecciosa do Covid-19 parece produzir doenças menos graves do que a cepa Delta globalmente dominante, mas não deve ser categorizada como ‘leve’, disseram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) nessa quinta-feira, 6.

Janet Diaz, líder da OMS em gestão clínica, disse que os primeiros estudos mostraram que havia um risco reduzido de hospitalização da variante identificada pela primeira vez no sul da África e em Hong Kong em novembro, em comparação com a Delta.

O impacto sobre os idosos é uma das grandes questões sem resposta sobre a nova variante, pois a maioria dos casos estudados até agora foram em pessoas mais jovens.

“Embora a Ômicron pareça ser menos grave em comparação com a Delta, especialmente naqueles vacinados, isso não significa que deva ser classificado como leve”, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus no mesmo briefing em Genebra. “Assim como as variantes anteriores, a Ômicron está hospitalizando e matando pessoas.”

Ele alertou sobre um ‘tsunami’ de casos conforme as infecções globais atingem registros alimentados tanto pela Ômicron quanto pela Delta, os sistemas de saúde estão sobrecarregados e os governos lutam para domar o vírus, que matou mais de 5,8 milhões de pessoas.

Bilhões completamente desprotegidos

Tedros repetiu seu apelo por maior equidade global na distribuição e acesso às vacinas. Com base na taxa atual de implantação de vacinas, 109 países não cumprirão a meta da OMS de que 70% da população mundial seja totalmente vacinada até julho, acrescentou Tedros. Esse objetivo é visto como uma ajuda a encerrar a fase aguda da pandemia.

“Reforço após reforço em um pequeno número de países não acabará com uma pandemia enquanto bilhões permanecerem completamente desprotegidos”, destacou ele.

O conselheiro da OMS, Bruce Aylward, disse que 36 nações nem mesmo alcançaram 10% de cobertura de vacinação. Entre os pacientes graves em todo o mundo, 80% não foram vacinados, acrescentou. Em seu relatório epidemiológico semanal na quinta-feira, 7, a OMS disse que os casos aumentaram 71%, ou 9,5 milhões, na semana até 2 de janeiro em relação à semana anterior, enquanto as mortes caíram 10%, ou 41.000.

Outra variante, a B.1.640 – documentada pela primeira vez em vários países em setembro de 2021 -, está entre as que estão sendo monitoradas pela OMS, mas não está circulando amplamente, disse a líder técnica da OMS para a Covid-19, Maria van Kerkhove.

Existem duas outras categorias de maior importância que a OMS usa para rastrear variantes: “variante de interesse”, que inclui a Delta e a Ômicron, e “variante de interesse”.