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26 de janeiro de 2022
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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – O nono episódio do programa “Papo Político”, apresentado pelas jornalistas Liliane Araújo, Paula Litaiff e a defensora pública do Estado do Amazonas Caroline Braz, repercute a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto de lei que prevê dois ou mais partidos em federação atuarem como se fossem uma única coligação partidária. Durante o programa, que foi ao ar, excepcionalmente, no domingo, 28, as âncoras também abordaram os bastidores sobre a possibilidade do Partido Liberal (PL) federar com os Progressistas e os Republicanos.

Em resumo, o mecanismo consiste na união de dois ou até mais partidos, com o intuito de eleger deputados e vereadores, alcançando o mínimo exigido nas eleições para acessar o Fundo Partidário e o tempo somado de TV. Na leitura da jornalista e diretora-executiva da CENARIUM, Paula Litaiff, a junção vai além de unidades partidárias envolvendo questões econômicas e oportunismo. Paula destaca que, em suma, políticos atuam de forma matemática e de acordo com os próprios interesses.

“Com essa mudança na lei com a federação dos partidos, os progressistas, republicanos e o Partido Liberal, para onde Bolsonaro deve ir, estão trabalhando para fazer parte nacionalmente desse bloco. Eles fazem parte do ‘centrão’, que é um bloco do congresso que é mais oportunista do que os outros e que tem zero ideologia”, avalia Litaiff.

De acordo com a jornalista, tal união pode somar valores que chegam a quase R$ 1 bilhão. “É por isso que a gente bate muito na ideia de que, provavelmente, isso é para fazer frente à fusão do União Brasil do PSL com o Democratas porque, curiosamente, o valor dos dois também chega perto de R$ 1 bilhão. Só para que possamos compreender que o político ele faz matemática de acordo com o interesse dele, mas quando é para o povo, tudo muda”, pontua a jornalista.

Programa Papo Político é exibido na TV Cenarium pelo YouTube. (Reprodução/ TV Cenarium)

Âmbito nacional

Carol Braz explica que, juridicamente, a união pode ser problemática, e destaca: “nas eleições, o comum era fazer a coligação. Após o fim da eleições, acabava a coligação. Por isso, não pode mais coligar nas eleições proporcionais, mas, para essas eleições proporcionais, a lei da federação traz regras mais fixas e você fica preso nessa federação pelos próximos quatro anos e é de âmbito nacional. Então, essa federação quando unir, no âmbito nacional, todos os Estados devem acompanhar”, explica a defensora pública.

Ela ressalta a dificuldade dos candidatos de terem noção de quais partidos poderão se unir. Segundo Carol, ação não é uma fusão, uma vez que cada partido mantém sua autonomia e independência e também não uma coligação por diferentes fatores expostos em detalhes durante o programa. “Então, a ideia é realmente ser mais fixo e não permitir essa troca de partido a partir do momento em que acabou a coligação”, pontua Braz.

Assista a esta e a outras edições na íntegra do Programa “Papo Político” no canal da TV CENARIUM, no YouTube. O programa vai ao ar todo sábado, a partir das 18h, com temas que abordam as principais notícias do cenário político brasileiro.