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18 de novembro de 2021
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Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – No sexto episódio do Programa ‘Papo Político’, as jornalistas Liliane Araújo, Paula Litaiff e a defensora pública do Estado do Amazonas Caroline Braz debateram a repercussão da frase do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ao suspender a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão – vencedora das eleições 2018 – prometeu prisão a quem for reincidente em disparos de fake news.

Além do posicionamento do magistrado, o trio também abordou sobre o caso de apologia ao feminicídio da modelo e atriz Eliza Samudio, morta por Bruno, ex-goleiro do Flamengo, há cerca de 11 anos, após uso de uma ‘fantasia’ em referência ao crime. O feito ocorreu durante as festas de Halloween, em Manaus, por um frequentador da casa noturna Porão do Alemão.

Fake news nas eleições 2022

A jornalista e diretora-executiva da CENARIUM, Paula Litaiff, alerta que a decisão de Alexandre de Moraes pode abrir precedentes para julgamentos fora da esfera eleitoral. “É muito importante a gente abordar isso também do ponto de vista jornalístico, porque a decisão do ministro deu jurisprudência para julgar ‘jornalistas’ ou outras pessoas que se utilizam dessa profissão, ou que apenas montam um site de notícias, sem qualquer contribuição social, para disparar fake news, apenas”, disse Litaiff.

“O que chamou a atenção foi o recado que o ministro Alexandre de Moraes mandou aos políticos, principalmente, àqueles que propagam notícias falsas durante a votação. Ele disse que se houver disparo, em massa, de fake news, em 2022, os responsáveis serão cassados e irão para a cadeia, por atentar contra as eleições e a democracia”, disse a jornalista Liliane.

Caroline Braz afirmou que a postura do ministro durante a votação, apesar de firme e incisiva, será necessária para manter a ordem democrática. “As pessoas têm, agora, uma esperança de que esse tipo de conduta não fique mais impune, porque isso confunde o eleitor e acaba gerando dúvidas, criando um cenário falso com relação à realidade dos fatos”, completou Caroline.

Casos que foram repercussão durante a semana são debatidos pelo trio de apresentadoras do ‘Papo Político’ (Reprodução/Youtube/Cenarium)

Apologia ao feminicídio

Sobre o caso de apologia ao feminicídio, Liliane destacou que a falta de empatia pode explicar a brincadeira de “mau gosto” na festa. “A mãe de Eliza e o filho querem processar a casa que promoveu o evento e o participante, mas este não foi um caso isolado. Em Goiás, também teve uma mulher que se fantasiou de Flor de Liz, a deputada evangélica cassada por ter assassinado o marido”, destacou.

“Essa conduta traz uma repercussão negativa, de um momento em que vivemos trabalhando políticas para impedir o feminicídio. E essa brincadeira de mau gosto a gente resolve na justiça, inclusive, a Defensoria Pública está instaurando um procedimento para apurar um possível dano moral coletivo praticado por este rapaz”, revelou a defensora pública.

Paula destaca que a sociedade tem normalizado crimes. “Com a evolução da sociedade, espero que as escolas possam abordar sobre casos de feminicídio, assim como o da Maria da Penha, que simboliza a luta das mulheres contra crimes de gênero”, completou a jornalista.

Acompanhe esta e outras edições do Programa ‘Papo Político’ no canal da TV CENARIUM no Youtube.