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6 de maio de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), defendeu na noite desta quinta-feira, 22, a reestruturação de órgãos ambientais de controle para que os compromissos estipulados na Cúpula do Clima pelo presidente Bolsonaro (sem partido) sejam cumpridos. A afirmação foi feita em live transmitida nas redes sociais dele e da ambientalista e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

“Para que o presidente possa executar esses compromissos, ele precisa dar uma guinada em tudo que foi feito até agora no Ministério do Meio Ambiente”, avaliou. “Você tem um compromisso de médio e longo prazo e me parece algo absolutamente inalcançável, se nós não tivermos essa reestruturação”, continuou.

Live ocorreu na noite desta quinta-feira (Reprodução)

Na Cúpula do Clima, que reuniu líderes mundiais para discutirem a emergência ambiental, Bolsonaro prometeu fortalecer os órgãos ambientais do Brasil e duplicar os recursos para ações de fiscalização, além de se comprometer em eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e de anunciar a nova meta do País para atingir, ainda em 2050, a neutralidade climática, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.

Na avaliação de Marcelo Ramos, o Brasil transmite uma mensagem “ruim” sobre o meio ambiente, o que, para ele, empodera o grileiro e os causadores pelo desmatamento. “É uma mensagem muito ruim, que empodera o grileiro e aqueles que causam danos ao meio ambiente. Por outro lado, ao empoderá-los, enfraquece os dirigentes do meio ambiente”, salientou.

Em breve participação na live, Marina Silva elogiou o discurso do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e criticou o presidente Bolsonaro que, para ela, não mostrou credibilidade. “O presidente Bolsonaro chegou na cúpula de forma totalmente defensiva, apresentando dados de gestões anteriores”, disse.

Para o deputado Marcelo Ramoso, é fundamental e urgente a aprovação de uma proposta de emenda constitucional que inclui o direito ao clima como um direito fundamental. O parlamentar discutiu ainda sobre o Projeto de Lei 528/2021, de autoria dele, que propõe regulamentar o mercado de carbono no País.

O debate foi transmitido pelas redes sociais do parlamentar e contou, ainda, com a presença do presidente da Frente Parlamentar do Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), do superintendente da Fundação Amazonas Sustentável, Virgílio Viana, do diretor de políticas públicas da organização SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, e do especialista em Direito Ambiental, Thiago Ricci.