Para desafogar colapso, Manaus vai receber 1.790 urnas neste mês, diz Sindicato das Funerárias

Mencius Melo – Da Revista Cenarium

Com o pesadelo das mortes causadas pelo novo Coronavírus em Manaus, as funerárias estão fazendo o possível para suprir a demanda por caixões em Manaus. Chegarão de barco neste mês, mais 1.790 urnas funerárias. A informação é do presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas (Sefeam), Manuel Viana.

Na semana passada foram 285 unidades transportadas nos barcos San Marino e Golfinho do Mar. O Carregamento virou notícia nacional. Mas, você sabe de onde estão vindo, esses produtos essenciais para o processo de conclusão de um rito que ninguém quer cumprir? De acordo com Viana, Manaus não está suportando o volume de enterros, e óbvio, muito menos a procura por caixões.

“O Amazonas não tem produção para suprir essa demanda, que inclusive, não está só na capital, tem o interior também, por isso temos que comprar de fora”, destacou. Entre as cidades que estão fornecendo o produto estão: Feira de Santana – Bahia, Cabrália Paulista – São Paulo e Florianópolis – Santa Catarina.  

Necessidade

Ainda segundo Manuel Viana, comprar os produtos de polos de produção tão distantes, não é uma opção, é uma necessidade. “São muitos os pedidos e tem dias que o volume aumenta, ontem, 03, diminuiu, mas, hoje, 04, já tivemos um aumento”, acrescentou.

Ele chama atenção para o uso da pandemia por pessoas que querem se aproveitar da situação. “Nosso sindicato só contabiliza produtos com nota fiscal, mas, encontramos gente produzindo em fundo de quintal e não há garantias de que seja um produto seguro para você destinar como último gesto de carinho, a alguém que você ama”, avaliou.  

Última parada

Chegaram a Manaus no domingo, dia 03 de maio, 300 urnas. Segundo Manuel Viana, a malha fluviária tem sido uma grande aliada. “Tínhamos dificuldades com a logística, mas, depois que descobrimos os ferrebolt, tudo melhorou”, observou.

Estão programados para chegar a Manaus, no dia 05 de maio outras 270 urnas, via ferrobolt. No dia 07 mais 400 na embarcação Amazon Star. Dia 08, mais 320 vindo de barco de Belém, Capital do Pará. Já no dia 09 chegam mais 500 unidades, vindo de balsa, cujo porto ainda será confirmado. Geralmente essas cargas vem por estrada e chegam a cidades portuárias da Amazônia e de lá, sobem o rio rumo a Manaus.

Em média, levam de três a quatro dias para chegar de Porto Velho – RO, e de quatro a cinco dias para chegar de Belém – PA. Todas tem em comum, o destino ao porto da Manaus Moderna e como última parada: os cemitérios de Manaus e do Estado do Amazonas.

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