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19 de outubro de 2021
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Danilo Alves – Da Revista Cenarium

BELÉM/PA – A Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) da Polícia Federal (PF) do Pará divulgou que o Estado lidera o montante de contratos investigados sobre crimes relacionados à utilização indevida de verba pública durante a pandemia da Covid-19. Conforme a PF, o valor somado é de R$ 1,4 bilhão.

Pelo menos 12 contratos são investigados no Pará desde o início das operações contra corrupção na pandemia, celebrados entre o Governo do Estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1,2 bilhão. Os investigados são empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do Governo do Pará, além do próprio chefe do poder executivo estadual.

Policial federal investiga contratos fraudulentos por todo o país.(Reprodução/Internet)

Conforme a PF, uma organização criminosa dedicada a desvios de recursos públicos na área da saúde, destinados à contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha montados para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus foi investigada durante a operação SOS, ocorrida em 2020.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas previstas superior a 60 anos de reclusão.

Até o fechamento desta matéria, o governo do Estado não havia se pronunciado sobre os contratos investigados.

PF completa 100 ações contra corrupção na pandemia

Na última semana, a Polícia Federal (PF) ultrapassou a marca de 100 operações de repressão ao desvio e utilização indevida de verbas públicas federais destinadas ao combate à pandemia de Covid-19. Até o último dia 13, o total de operações chegou a 102 e os valores apreendidos a quase R$ 190 milhões.

Em nota, a PF informou que, desde abril do ano passado, já cumpriu 158 mandados de prisão temporária, 17 de prisão preventiva e 1.536 de busca e apreensão em 205 municípios de 26 unidades da federação. O montante de contratos de produtos e serviços investigados atingiu cerca de R$ 3,2 bilhões.

Superfaturamento

Deflagrada em abril de 2020 na Paraíba, a operação Alquimia foi a primeira ação para apurar suspeita de desvio de recursos públicos. De lá para cá, o Amapá é o Estado com o maior número de operações, 11 no total, seguido por Maranhão (10), Pernambuco (8), Sergipe (8), Rio de Janeiro (7), São Paulo (6), Piauí (6), Pará (6), Amazonas (4) e Rondônia (4).

Sobre o montante de contratos investigados, o Pará lidera com R$ 1,4 bilhão. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (R$ 850 milhões), Pernambuco (R$ 198 milhões), São Paulo (R$ 118 milhões), Minas Gerais (R$ 102 milhões), Rondônia (R$ 92 milhões) e Piauí (R$ 82 milhões).