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29 de julho de 2021
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Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) – O Pará lidera o ranking em geração de empregos entre os Estados da Amazônia Legal, segundo dados divulgados nesta semana pelo Sistema do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged) do Ministério da Economia (ME). No mês de maio, foram 31.805 mil admissões, com geração de novos 8.685 mil empregos com carteira assinada.

Na segunda e terceira posições, respectivamente, estão Mato Grosso, com 7.208 mil admissões e Amazonas com 3.843 mil vagas novas. O Maranhão continua a lista com 3.557 mil empregos, bem como Tocantins com 1.653 mil gerações de vagas. Os três últimos que fecham a lista são os Estados do Acre, com 1.584 mil vagas, seguido de Rondônia, com 1.298 mil empregos, Amapá com 481 e Roraima, 256.

PosiçãoEstadoSaldo
Pará8.685
Mato Grosso7.208
3º Amazonas3.843
Maranhão3.557
Tocantins1.653
Acre1.584
Rondônia1.298
Amapá481
Roraima256
Dados de empregabilidade referentes ao Caged (Reprodução/Caged)

Movimentação

No saldo do Estado do Pará, como resultado da movimentação entre admissões e desligamentos, a maioria do grupo é formada por 6.765 mil homens, enquanto que as mulheres ocupam 1.920 mil desses novos postos de trabalho. Ainda no saldo positivo, a maior parte dos indivíduos estudou até completar o ensino médio, sendo 5.879 mil pessoas em face das 389 que têm curso superior completo, além de 46 trabalhadores que estão em nível de analfabetismo. Já a faixa etária mais beneficiada foi a de 18 a 24 anos.

A atividade econômica que obteve mais saldo positivo foi a da Construção, com 3.041 mil mais contratações do que demissões. Em seguida vem o setor de Serviços, com 2.032 mil novos empregos, Comércio, que gerou 1.919 mil vagas, Indústria , com 1.221 mil novos contratos e Agropecuária, que abriu oportunidades para 772 trabalhadores. 

Idades

Idade Saldo
Até 17 anos231
18 a 24 anos3.434
25 a 29 anos1.174
30 a 39 anos2.199
40 a 49 anos926
50 a 64 anos 273
65 anos ou mais -92
Dados de empregabilidade referentes ao Caged (Reprodução/Caged)

Admissões e desligamentos

Ainda no segundo maior Estado da Amazônia Legal, Pará, o ensino médio completo também aparece como o nível de escolaridade mais presente no total de admissões realizadas no período: 19.967 mil. Já a faixa etária com maior grupo de novos trabalhadores com carteira assinada foi a de 30 a 39 anos: 9.904 mil pessoas. Esta foi, também, a faixa etária que mais foi prejudicada com os desligamentos, sendo 7.705 mil indivíduos deixando seus postos de trabalho.

Dos 23.120 paraenses que saíram de suas funções, 16.508 eram homens e 6.612, mulheres. Por grau de instrução, quem tinha, no máximo, ensino médio completo, compôs o bolo que mais foi afetado pelos desligamentos, formado por 14.088 mil trabalhadores.

Demais Estados

Na Amazônia Legal, Mato Grosso e Amazonas aparecem na vice-liderança, ocupando a segunda e terceira posições, respectivamente. Mato Grosso teve saldo positivo de 7.208 mil postos de trabalho, enquanto que no Amazonas o saldo foi de 3.843 mil empregos gerados.

O setor de serviços foi o que mais teve contrações do que demissões nos Estados do Amazonas, com saldo de 1.710 mil empregos; o Acre, com 1.058 mil  e, Roraima, que registrou 202 vagas preenchidas. Já o setor mais expressivo no Maranhão e no Tocantins foi o da Construção, com 1.180 mil e 448 mais empregos formalizados do que finalizados, respectivamente, enquanto que em Rondônia e no Amapá, foram 656 e 272 mais empregos gerados do que demissões no Comércio.

Cenário nacional

Em todo o Brasil, no mesmo mês, o saldo foi de 280 mil empregos formais, como resultado das 1.545.715 admissões e 1.268.049 desligamentos, superando a marca de 1 milhão de empregos criados nos primeiros cinco meses de 2021. Feito que para o Ministério da Economia, significa que o País “voltou a ganhar fôlego”.