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24 de julho de 2021
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Com informações do O Globo

SÃO PAULO – O Paraguai vive seu momento mais crítico na pandemia de Covid-19, com um sistema público de saúde colapsado, falta de leitos de terapia intensiva até na rede privada e a mais alta taxa de mortalidade do mundo, de quase 18 mortes por milhão de habitantes todos os dias. O número de novos casos diários vem caindo lentamente, mas a média móvel — que compila dados de sete dias — permanece alta, acima de 2,3 mil.

Na sexta-feira, 18, a média de mortes diárias no país era de apenas 126, uma cifra que parece pequena se comparada à do Brasil, onde morreram mais de 2 mil pessoas no mesmo dia, mas que ganha outros contornos se analisada do ponto de vista populacional: com cerca de 7,1 milhão de habitantes, o Paraguai tem uma taxa de mortalidade que é quase o dobro da brasileira (9,4). 

Sua média de infecções diárias é a 15ª maior do mundo e a sétima da América Latina, com 325,5 novos casos por milhão de habitantes, inferior à de Uruguai (766,3), Colômbia (546,6), Argentina (493,8), Suriname (442) e Brasil (330,4) no subcontinente.

“Os hospitais públicos estão em colapso, com ocupação de 100% dos leitos comuns e de terapia intensiva e um déficit de múltiplos insumos” disse ao GLOBO Carlos Morinigo, diretor do Instituto Nacional de Doenças Respiratórias e do Ambiente (Ineram, na sigla original), referência no tratamento da Covid-19 no Paraguai. “O pessoal de saúde está exausto e cansado devido à saturação do número de pacientes. O mesmo ocorre no sistema privado de saúde, também com 100% de ocupação”, disse.

Leitos

O país tem 756 leitos em unidades de terapia intensiva (UTI) disponíveis na rede pública e outros 130 na rede particular, segundo dados do Ministério da Saúde e do Bem-Estar Social. Mas a taxa de solicitação de leitos em UTIs é de cerca de 200 leitos por dia em hospitais públicos do país, segundo o jornal paraguaio ABC Color. Enquanto isso, hospitais particulares tentam aumentar sua oferta para atender a demanda crescente.