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27 de janeiro de 2022
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Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – Foi inaugurado recentemente em Boa Vista (RR), o Parque do Rio Branco. O espaço público abriga uma “selvinha” amazônica cheia de réplicas de bichos da floresta.  Ao todo são 160 equipamentos construídos pelo artista plástico parintinense Rossy Amoêdo. O local é um paraíso para as crianças pelo colorido que inunda os olhos.

Colorido e divertido de dia, mágico e encantador à noite, assim é o Parque do Rio Branco em Boa Vista (Reprodução/Divulgação)

Com 6.984m², o parque abriga réplicas da flora e principalmente da fauna amazônica. São macacos, onças, jacarés, tatus, tucanos, araras, papagaios, louva-deus e outras espécies conhecidas. Mas, as curiosidades não param por aí. Se a luz do dia o parque apresenta um visual rico, a noite o efeito triplica! Tudo por conta da fosforescência.

De acordo com Rossy Amoêdo, responsável por dotar o parque infantil da magia em cores, a ideia partiu da gestora do município. “O processo de construção do parque foi a ideia da prefeita que, em uma viagem à Alemanha, viu esculturas com esse processo de interatividade, a partir daí demos a concepção que aplicamos ao Parque Boa Vista”, explicou Rossy.

Junção

O artista amazonense descreveu que as primeiras esculturas foram criadas em espaços de Boa Vista, mas na ideia do Parque do Rio Branco foi que se chegou à conclusão de juntar dezenas de esculturas em um só espaço. “A prefeitura teve a ideia de construir em cima do que já estava sendo feito e a partir daí criamos uma maquete para desenvolver a ideia com detalhes”, pontuou.

Com técnica aprimorada no festival de Parintins, Rossy Amoêdo aplicou o uso das tintas fosforescentes para obter os efeitos de luz nas esculturas do parque (Reprodução/Facebook)

O artista deu a dimensão do espaço e a ideia do trabalho que consumiu uma equipe inteira durante o prazo recorde de 120 dias. “Essa construção possui aproximadamente 8.000m² de área construída. São ao todo oito cenários. Temos a área molhada onde estão o jacaré, iguana e cobra, tem também a área dos insetos, a área dos macacos, tem a área dos pássaros… Todos os cenários têm a mensagem da ‘família’”, detalhou.

“Formamos uma equipe muito boa. Não é fácil fazer uma escultura com a qualidade com que foram feitas essas esculturas. É tudo no ferro e no cimento e não é fácil trabalhar com ferro e cimento. Ainda hoje muitos não acreditam que usamos essa técnica, mas foram necessárias 130 pessoas trabalhando diretamente na construção desse parque”, detalhou Amoêdo.

Detalhes

Além da fauna, há uma enorme árvore no centro do parque. Segundo Rossy Amoêdo, a árvore possui um significado para a cidade de Boa Vista. “A árvore é um símbolo do parque de Boa Vista porque a capital de Roraima possui um projeto premiado chamado ‘A Família que Acolhe’ e esse projeto deu a Boa Vista o titulo de capital da primeira infância”, observou.

Quanto à aplicação de fosforescência nas esculturas, o que confere um clima da floresta do premiado filme ‘Avatar’ de James Cameron, Rossy explicou: “Quando projetamos a maquete essa ideia surgiu e a partir daí começamos a trabalhar o projeto de iluminação do parque junto com a modelagem e a aplicação da tinta flúor. Compramos uma tinta automotiva que junto a ‘congo blue’ respondia muito bem na fosforescência”, descreveu.

Insetos gigantes e outros animais fazem parte da ‘fauna e flora’ fictícia do Parque do Rio Branco (Reprodução/Facebook)

“O resultado final ficou muito bom porque foi algo pensado e deu essa ideia de ‘Avatar’. Na verdade, eu usei durante muito tempo a tinta fosforescente nos meus trabalhos no festival de Parintins e no caso do parque eu usei a experiência e a gente acabou conseguindo dar realismo aplicando o conhecimento dessa técnica de uso da tinta”, comentou. “Ficou muito bom”, finalizou Rossy.