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25 de julho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Trunfo

A aprovação da Medida Provisória 1031/20231, da capitalização da Eletrobras, ontem, pelo Senado, e sua provável passagem na Câmara com os ajustes feitos deram um fôlego extra ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que já foi fritado e desfritado na frigideira de ministros do presidente Bolsonaro. Com um texto muito diferente da versão original, a bem da verdade, a MP não deixa de ser um trunfo político para Guedes, que, finalmente, já tem a sua primeira privatização de bom tamanho para chamar de sua.

Correios

Otimista com o feito, Guedes quer aproveitar o embalo para poder colocar a venda na esteira os Correios, cuja medida provisória está quase pronta e deve ser colocada em votação na Câmara dos Deputados ainda em julho. Para ajudar ainda mais na pavimentação do caminho do chefe à reeleição, o ministro da Economia planeja ainda a extensão do auxílio emergencial, o bolsa família turbinado, reajuste do salário dos servidores, a correção da tabela do Imposto de Renda e mais alguns “tratoraços” em ano eleitoral.

Custo alto

Guedes parece, finalmente, ter entendido que, para o presidente Bolsonaro, o que importa mesmo é renovar seu mandato, ainda que esse custo comprometa as juras de responsabilidade fiscal do ministro feitas ao “mercado”. Guedes sempre disse que o tempo da política era diferente do seu, mas parece agora os ponteiros dos dois relógios se encontraram. Com um presidente em desgaste e acossado pela CPI da Pandemia, às favas a austeridade, que não combina nada com governo impopular.