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6 de maio de 2021

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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Ao alegar o contato com pessoas infectadas pela Covid-19 para justificar sua ausência na CPI nesta quarta-feira, 5, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nega aos senadores o esclarecimento de algumas dúvidas consideradas cruciais já na primeira semana de funcionamento da comissão, mas Pazuello já fez negativas mais graves. Pelas contas da CPI, à frente do ministério, o general se negou a comprar vacinas nada menos do que 11 vezes, revela um integrante da comissão. Onze oportunidades desperdiçadas, segundo a fonte todas documentadas, que poderiam ter aplacado a pandemia e evitado que chegássemos, hoje, a mais de 409 mil brasileiras e brasileiros mortos. A questão é: por que, com os números de mortos e infectados nas alturas, Pazuello resistiu tanto a adquirir a única cura possível para a pandemia?

‘Roda Viva’

Durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz, praticamente ratificou o que já havia adiantado à coluna Via Brasília. A fabricação pelo Exército, a compra pelo governo e o extremo esforço para impor aos Estados e municípios o uso da hidroxicloroquina, sem eficácia comprovada, causa estranhamento a muitos e deve ser um dos principais alvos do escrutínio da CPI.

Porém, Aziz fez questão de ressaltar: “não é o Exército, que tem o meu respeito, que está sob investigação. Mas um cidadão licenciado daquela força, que ocupava o Ministério da Saúde”. Ter negado a vacina e insistido na cloroquina podem ser alguns dos mais graves erros cometidos por Pazuello, que deverá oficializar ainda hoje o pedido para a remarcação do seu depoimento à comissão.