Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
29 de novembro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml
Cassandra Castro – Da Cenarium

BRASÍLIA – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o relatório da PEC 101/2019, de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) e que garante plano de saúde aos guardas da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), contaminados pelo inseticida Dicloro-Difenil-Tricloroetano (DDT) e outros inseticidas durante a execução das políticas de estratégia de saúde pública para o combate de endemias como a malária e a doença de Chagas.

Ex-funcionários da extinta Sucam comemoraram aprovação de PEC na CCJ (Reprodução/Câmara)

A PEC, de autoria do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), vai beneficiar os servidores admitidos até 31 de dezembro de 1988, que tiveram contato com as substâncias. Agora a PEC segue para a Comissão Especial.

Naquela época, o contato com essas substâncias já era proibido em diversos países do mundo, mesmo assim, o uso no Brasil ocorreu até o início dos anos 90 e acarretou problemas irreversíveis de saúde para os servidores.

Diversos servidores do Acre, Mato Grosso, Pará e Rondônia morreram por intoxicação. O veneno acarretou também doenças como câncer de cabeça e a leucemia. Além disso, a maioria dos trabalhadores não era submetida a exames regulares e até hoje continuam desassistidos em questões de saúde.

“Há uma urgência nesse tema, porque ainda tem muita gente morrendo por falta de atendimento à saúde. Precisamos seguir com a PEC 101 que garante apoio e atendimento de saúde aos guardas contaminados pelo DDT”, disse a deputada.

Funcionários da antiga Sucam vão ter apoio para cuidarem da saúde ( Assessoria/ Câmara)

Perpétua dedicou a aprovação do relatório a dois representantes da categoria, Aldo Moura, do Acre, e Abson Praxedes, de Rondônia. Ambos são reconhecidos pela luta em defesa das vítimas contaminadas pelo DDT.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.