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25 de junho de 2021
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Com informações da Folhapress

RIBEIRÃO PRETO (SP) – A Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), considerada o mais importante evento agropecuário do País, foi cancelada pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia da Covid-19.
Em comunicado enviado aos expositores – são 800 marcas-, a organização informa que a maioria deles não acredita na possibilidade de realização do evento em Ribeirão Preto (a 313 quilômetros de São Paulo) devido às restrições sanitárias decretadas por conta do novo coronavírus e às incertezas em relação ao cenário nos próximos meses.

Em 2019, em sua última edição, o evento gerou R$ 2,9 bilhões em intenções de negócios e reuniu 159 mil visitantes. A feira, que habitualmente ocorre entre o fim de abril e a primeira semana de maio, já tinha sido marcada desde o ano passado para ocorrer em 2021 entre 21 e 25 de junho. Houve expositores que defenderam a tese de transferir a Agrishow para algum período entre agosto e setembro, mas ela não foi levada adiante pela organização devido às características do evento no interior paulista.

Surgida em 1994, a Agrishow foi considerada uma revolução no mercado de máquinas e implementos agrícolas por permitir aos produtores rurais ver o desempenho no campo das máquinas que comprariam, característica que ela mantém até hoje. A feira ocorre numa fazenda no anel viário de Ribeirão Preto. Transferir a Agrishow para um período do ano mais chuvoso poderia ser um risco, causando prejuízo aos organizadores e marcas envolvidas.

“É isso que queremos preservar, o contato com o produtor, ele ver a máquina funcionando. Foi muito consenso dos expositores a não realização em 2021, até porque não temos permissão para fazer a feira, temos um decreto do governo proibindo isso”, afirmou o presidente da Agrishow, Francisco Matturro.

Máquina da marca Vatra exposta na feira de agronegócio (Argrishow/Divulgação)

De acordo com ele, agora haverá mais tempo para organizar uma feira híbrida para 2021, com eventos presenciais e virtuais. A 27ª edição da Agrishow está marcada para ocorrer entre 25 e 29 de abril do ano que vem.

“Ela tem a característica principal de ser presencial. Nós já vimos que não vamos sobreviver sem o virtual, mas também não queremos sobreviver sem o presencial. O nosso negócio ainda é o relacionamento, o olho no olho, o contato, o aprendizado”, salientou.

Sobre a hipótese defendida por alguns expositores de transferir a feira para o segundo semestre, Matturro disse que seria um risco. “A feira é a céu aberto e, se houver uma previsão de chuva, é condenada ao fracasso. Além disso, a grande safra do Brasil ainda é a safra de verão e é agora que ocorrem as decisões sobre compra de máquinas, não no segundo semestre”, disse.

Nesta quarta-feira, 5, a organização de outro grande evento agrícola do interior paulista, a Fenasucro, principal feira do setor sucroenergético, anunciou o adiamento da edição deste ano para novembro devido à pandemia.

Programada inicialmente para ocorrer em agosto, a feira, sediada em Sertãozinho (a 333 quilômetros de São Paulo), na região de Ribeirão Preto, agora ocorrerá entre os dias 9 e 12 de novembro. Em 2020, o evento não foi realizado, também por conta do novo coronavírus.

“Esta decisão considera análise feita junto a visitantes e expositores do evento e foi tomada em um cenário ainda imprevisível, tendo como principais objetivos resguardar a saúde e a integridade de todos os participantes, assim como responder de forma adequada aos impactos causados pela pandemia, que continua afetando diversos setores da economia”, diz trecho de comunicado da organização do evento.

A feira movimentou cerca de R$ 4 bilhões em intenções de negócios em sua última edição, em 2019, e reuniu 40 mil pessoas, ancorada no Renovabio, programa que determina que vendedores de derivados de petróleo comprem dos produtores de biocombustíveis certificados de descarbonização.