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25 de janeiro de 2022
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Com informações do InfoGlobo

RIO — A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou nesta quinta-feira, 25, que a causa da morte de Marília Mendonça e das outras quatro vítimas do acidente aéreo ocorrido em Piedade de Caratinga (MG), em 5 de novembro, foi politraumatismo contuso. A tragédia na zona rural da cidade mineira gerou comoção nacional por ter levado a óbito cantora e compositora, de 26 anos, que ganhou o título de “rainha da sofrência” e havia ajudado a deslanchar o movimento musical “feminejo”.

“É possível afirmar que a morte ocorreu a partir do impacto da aeronave no solo, que levou ao politraumatismo grave de todas as vítimas”, afirmou o médico legista Thales Bittencourt, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, baseando-se no laudo realizado pela perícia técnica.

Além da artista goiana, morreram seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

A ausência de sinalização nas torres de energia da Cemig próximas ao aeroporto de Caratinga, em Minas Gerais, é a principal causa do acidente trágico, mas, segundo a Polícia Civil, uma segunda linha de investigação apura se houve algum defeito nos motores que justificasse o voo baixo.

Por meio de nota, a Cemig, que chegou a informar, antes, que o avião colidiu com um cabo de energia momentos antes de cair nas proximidades de um riacho, ressaltou que a linha de distribuição atingida pela aeronave estava fora da zona de proteção do aeroporto.

Advogados que representam a filha do piloto, no entanto, ainda sustentam a tese de que a inadequada sinalização em cabos de alta-tensão da Cemig ocasionaram o acidente. A ação judicial contra a empresa está mantida, eles garantem.