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20 de janeiro de 2022
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Com informações Folha de São Paulo

SÃO PAULO — O fim de 2021 trouxe alguma esperança de que a pandemia possa estar caminhando para o fim. Isso não quer dizer que o coronavírus e suas variantes vão deixar de circular tão cedo, mas a vida pode estar um passo mais perto da normalidade.

Para leitores da Folha, a vacina é a principal responsável pelo alívio na sensação de medo antes causada pela infecção pelo coronavírus. A maior parte dos relatos enviados ao jornal indicam que os sintomas daqueles que tiveram Covid-19 no fim do ano foram leves.

Em comum, esses relatos têm a indicação das duas doses de vacina contra Covid-19 tomadas. Isso não quer dizer que pare de se descuidar. A variante Ômicron já representa 30% dos casos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular.

Em alguns casos até a dose de reforço já tinha encontrado seu caminho, até leitores, como a aposentada Iraci de Souza Silva, 59, de Fortaleza, no Ceará. Iraci faz parte do grupo de risco, ela tem asma, arritmia e hipertensão, mas teve apenas sintomas de gripe.

A estudante de medicina veterinária Fernanda Ramos Teixeira de Paula, 24, não sabe se está com Covid ou com gripe, isso porque, segundo ela, a UBS em que foi atendida não quis realizar um teste de Covid e a orientou a voltar em cinco dias caso os sintomas persistam.

“Muitas pessoas não sabem o diagnóstico correto justamente pela baixa adesão de testes nos postos de saúde públicos. Estou vacinada com as duas doses de Covid, porém não me vacinei para a gripe, o que pode explicar os meus sintomas terem sido mais fortes que os de outros parentes”, disse à Folha.

Segundo a estudante, que apresenta sintomas como febre, dor de garganta e dor de cabeça forte, pelo menos metade dos familiares que compareceram à ceia de Natal estão doentes. “Um parente estava com sintomas de gripe/Covid e foi ao nosso encontro sem avisar sobre a suspeita”, afirma.

Leitores que se vacinaram contra a gripe relatam ter sentido sintomas leves, ao contrário daqueles que ainda não se imunizaram contra a influenza. Na casa dos Moraes, casal do Guarujá, ambos os casos estão presentes.

O ator Eduardo Bordinhon de Moraes, 34, conta que ele e sua namorada tiveram sintomas gripais e precisaram adiar para o próximo ano a virada em Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo. Eduardo está vacinado contra gripe e teve sintomas leves, mas a namorada “ficou bem mal”.

Eduardo diz que seus sintomas duraram apenas um dia, mas por precaução e devido aos sintomas mais fortes da companheira “a ceia deu lugar ao caldo verde e a champanhe ao chá de gengibre”, disse.

Os relatos corroboram a eficácia da vacina contra a Covid-19 e, ainda, ajudam a lembrar que as vacinas contra gripe já são parte da realidade brasileira há muito tempo e também são eficazes. A única proteção contra Covid disponível em larga escala é a vacina.

Mas teve quem passou ileso neste fim de ano e não gripou nem pegou Covid. O agente dos Correios Alexandre de Matos, 48, que mora na capital paulista, foi direto ao ponto ao responder à pergunta “pegou gripe ou Covid?” da Folha. “Não”, disse.

Para passar ileso como Alexandre, o distanciamento social, o uso de máscara e a higiene das mãos com sabão, água corrente e álcool em gel é essencial. Em especial neste começo de ano, cujo número de casos de Covid e de gripe aumentaram, ligando o alerta das autoridades sanitárias.