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23 de outubro de 2021
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Com informações da assessoria

MANAUS – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 7, a Operação Tayassu, para investigar organização criminosa estruturada para invadir, adquirir, desmatar e comercializar ilicitamente terras de domínio público federal, localizadas na região Sul do Estado do Amazonas. A investigação apurou que o grupo criminoso desmatou, aproximadamente, 1.600 hectares de terras da União, o que equivale a, aproximadamente, 16 milhões de metros cúbicos.

Mais de 100 policiais federais deram cumprimento, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a diversas medidas judiciais, como prisões preventivas. Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, em cidades do Acre, como Rio Branco, Senador Guiomard, Acrelândia, e do Amazonas, como Boca do Acre, Lábrea e Pauini.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso contava com a participação de empresários de Rio Branco (AC), além de servidor público do Incra, que atuava no sentido de “esquentar” a documentação das áreas.  Além disso, foi identificada a participação de um ex-parlamentar do Estado do Acre, que teria adquirido parte das áreas griladas e as utilizado para criação de gado.

A Justiça Federal do Amazonas autorizou o bloqueio/sequestro de bens e valores da Organização Criminosa até o valor de R$ 28 milhões. Trata-se do custo estimado pelo laudo pericial da Polícia Federal como o valor do dano ambiental causado. 

O nome da operação faz referência ao principal núcleo do consórcio criminoso, que é composto por indivíduos atuantes na região Sul do Estado do Amazonas. A alcunha lhes foi atribuída em função de sempre andarem em bando e também pela agressividade em suas empreitadas de desmate. Dessa maneira, a nomenclatura “TAYASSU” é uma alusão direta ao nome científico do mamífero conhecido popularmente como “Queixada”.