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26 de janeiro de 2022
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Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – Com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que utilizava darkweb para divulgar material relacionados a abuso sexual infantil no Brasil, a Polícia Federal deflagrou uma operação, nesta sexta-feira, 3, denominada Lobos II. A ação acontece em 20 Estados e o Distrito Federal, incluindo o Amazonas. A atividade atua no combate à atividade criminosa, por conta da quantidade de material que é produzido pelos alvos da operação.

Segundo informações divulgadas pela PF, a ação contou com parcerias de diversos agentes das forças nacionais de segurança de todo o País. Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos atuavam por meio da divisão de tarefas, com finalidade de produzir e divulgar imagens, fotos e comentários cerca do produto de abuso sexual de crianças e adolescentes. Eles eram divididos entre: arregimentadores, administradores, moderadores, provedores de suporte de hospedagem, produtores de material, disseminadores de imagens, dentre outros.

A PF informou também que os sites eram consumidos por quase dois milhões de usuários, inclusive do mundo todo, que postavam, adquiriam e difundiam o material produzido. Relatado, ainda, a junção das forças de segurança permitiu a identificação de um indivíduo brasileiro que usava a deepweb para abrigar e comandar cinco dos maiores sites de abuso sexual infantil. A assessoria destacou que os sítios e fóruns da darkweb eram divididos por temática, com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças de 0 a 5 anos, abuso sexual com tortura, abuso sexual de meninos e abuso sexual de meninas.

Com a investigação, a Polícia Federal conseguiu identificar e prender o principal responsável pela administração de sites voltados para o crime, além de localizar dezenas de indivíduos no País com a produção e divulgação do material do crime. A operação Lobos II está cumprindo 104 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva, em 20 Estados e o Distrito Federal.

Além disso, a operação visa localizar e resgatar crianças que se encontram em situação de extrema violência. Na operação, os crimes investigados são: venda, produção, disseminação e armazenamento de pornografia infantil e estupro de vulnerável.