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25 de setembro de 2021
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Com informações da Polícia Federal

REDENÇÃO – A Polícia Federal, em Redenção, deflagrou nesta quarta-feira, 28, a Operação “1.200”, que teve por objetivo combater crimes ambientais, extração ilegal de minérios e trabalho escravo na zona rural do município de Ourilândia do Norte. Estão sendo cumpridos 26 (vinte e seis) Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Redenção.

Até o momento foram fechados 6 garimpos de ouro clandestinos e 2 pessoas foram presas em flagrante delito. Foram apreendidos, até agora, 9 Escavadeiras Hidráulicas, motores de sucção, diversos apetrechos de garimpo, mercúrio, uma pequena quantidade de ouro, armas, munições e documentos contendo dados sobre a contabilidade das atividades. Diversos trabalhadores foram encontrados em condição degradante de trabalho.

A ação conta com a participação de pouco mais de 100 policiais federais, dentre eles, 9 integrantes do Comando de Operações Táticas (COT), grupo de elite da Polícia Federal, 1 helicóptero Esquilo, do Comando de Aviação Operacional da Polícia Federal (Caop), 2 procuradores do Ministério Público do Trabalho e 1 um procurador da República.

Constatou-se que, desde o início do ano de 2019, a área da Fazenda 1.200 e áreas da União em seu entorno estão sendo exploradas ilegalmente por garimpeiros. A atividade representa risco à saúde dos trabalhadores pelo uso indiscriminado de mercúrio, causa desmatamento, polui leitos de rios e causa danos irreparáveis à fauna e flora do local atingido.

Além do impacto ambiental, o município de Ourilândia do Norte teve o sistema de abastecimento de água comprometido em razão da poluição do Rio Águas Claras. O projeto de captação de águas é uma parceria firmada entre a Funasa e o município de Ourilândia do Norte, no valor aproximado de R$ 24 milhões e encontra-se paralisado. O dano ambiental será quantificado, posteriormente, pela Perícia da Polícia Federal. A operação continua ao longo do dia.

Caso confirmadas as hipóteses criminais sob apuração, os investigados poderão responder poderá responder pelos delitos previstos no art. 2º, caput, da Lei nº 8.176/91, art. 55 e 56 da Lei nº 9.605/98, art. 149 do CPB e Art. 12 da Lei n. 10.826/03.