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19 de junho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Verba aos radicais

Apesar da quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático do ex-secretário Fábio Wajngarten, entre outros pedidos pela CPI da Pandemia, internamente, não existe a disposição de uma reconvocação dele à comissão. Avaliam que Wajngarten seguiria disparando mentiras, no esforço de blindar o presidente Bolsonaro e a si mesmo. Mais produtivo, para eles, é esmiuçar os indícios de que a Secom se valia de malabarismos digitais para desviar recursos públicos drenados para portais, sites e perfis de bolsonaristas radicais que propagam discursos de ódio às instituições e desinformação acerca da pandemia.

Marketing da morte

Já para o chamado “marketing da morte”, o derrame de recursos federais já está comprovado em dados fornecidos pela própria Secretaria de Comunicação do Planalto à Agência Pública. Reportagem da agência revela que a Secom gastou R$ 5 milhões com a campanha de vacinação contra a Covid-19, um sexto do investido em propaganda pregando a “retomada das atividades”, e um quarto do que foi gasto com as peças que estimulavam o “cuidado precoce”. Os dados repercutiram fortemente entre os senadores membros da CPI.

Publicidade negacionista milionária

O “marketing da morte” drenou recursos de R$ 30 milhões para incentivar as pessoas a irem para as ruas e retomar suas atividades, e outros R$ 19,9 milhões para a produção de vídeo e pagamentos a “influenciadores digitais” defendendo o tratamento precoce. Embora tenha sido verificado o grande número de ausentes nos postos de vacinação, a comunicação do governo federal preferiu investir a bolada de quase R$ 50 milhões em publicidade negacionista, veiculada desde 2020. Questionada sobre os baixos valores investidos na campanha de vacinação, a secretaria não enviou resposta.