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19 de abril de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Um dos nomes mais respeitados e influentes da Literatura Brasileira, o poeta e tradutor amazonense Amadeu Thiago de Mello foi homenageado nesta quinta-feira, 4, pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) por sua trajetória ao longo de décadas construindo seus textos em defesa das causas sociais e ambientais da Amazônia. Thiago completa 95 anos no próximo dia 30 de março.

“Ele é uma espécie de decano. Da sua geração, é o que está vivo e continua lançando suas obras. Essa é uma homenagem justa, importante, porque além da idade é uma celebração da poesia comprometida com a vida, com a liberdade e, principalmente, uma poesia identificada com temas amazônicos”, salientou o escritor Tenório Telles, presidente do Conselho Municipal de Cultura, da Fundação Manauscult.

A pasta realizou o lançamento da exposição virtual ‘Vida e Cultura’ com as obras do poeta e tradutor Thiago de Mello, como os livros “Silêncio e palavra”, “Narciso Cego, “Faz escuro, mas eu canto”, “Manaus, amor e memória”, “A canção do amor armado”. O conteúdo pode ser acessado no site https://vidaecultura.manaus.am.gov.br/.

“Ele trabalhou em suas obras diversos temas, como a preocupação social, a liberdade, trabalhou a questão amorosa em diversos poemas, o Meio Ambiente, a natureza, a metafísica, os questionamentos sobre o sentido da vida. É um poeta múltiplo na sua abordagem poética”, enfatizou Telles.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira, as homenagens para o poeta poderão ser apreciadas pelo público em banners nos ônibus de Manaus, cujos versos, poemas e frases serão expostos à população.

“Preparamos para essa homenagem toda a divulgação visual, em todas as mídias virtuais. Vamos usar os ônibus e todos os instrumentos necessários para divulgar essa grande homenagem ao poeta Thiago de Mello”, explicou Alonso Oliveira.

História

Natural de Barreirinha, no interior do Amazonas, o poeta Thiago de Mello tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Em meados da década de 1950 e 1960, trabalhou com veículos de comunicação da oposição ao governo Getúlio Vargas, além de servir no Itamaraty como agente diplomático de cultura do Brasil na Bolívia e no Chile.

No período da ditadura militar, foi exilado politicamente e abrigou-se no país chileno, onde permaneceu por cerca de dez anos. No Chile, também acolheu os exilados brasileiros depois do golpe militar de 1964. No final da década de 1970, retornou ao Brasil e seguiu para Barreirinha, “onde sua poesia se revestiu de uma preocupação com a natureza”, nas palavras de Tenório Telles.

“Thiago de Mello é reconhecido como o poeta da liberdade e como o grande poeta da Amazônia, porque, ao longo de seus últimos livros ele abordou exatamente o significado e a importância da Amazônia. Antes de começar esse movimento em favor da natureza, nos anos 1970 Thiago já defendia esses temas, sobretudo, a preservação da Floresta Amazônica.