20 de outubro de 2020

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Uma operação deflagrada pela Polícia Civil em Manaus e nos municípios de Barreirinha, Japurá e Manaquiri, resultou na maior apreensão de drogas na história do Amazonas. A polícia informou nesta segunda-feira, 28, que o material pertencia a um narcotraficante que atuava de forma independente há dez anos no Estado. O prejuízo ao crime organizado é estimado em R$ 100 milhões.

Em duas fases de trabalho, foram apreendidos seis toneladas de entorpecentes, entre cocaína e maconha do tipo skunk. À polícia, o traficante, identificado como Gilson Mattos Rodrigues, 41, ou “RDK”, diz não ter vínculo com nenhuma facção criminosa.

A operação foi denominada como “Mamon”, termo bíblico que relembra a ganância, cobiça por dinheiro.

No total, dez pessoas ligadas ao caso foram presas. A polícia apreendeu ainda dez armas, 20 veículos, uma lancha, duas balsas, um jet-ski, joias e o montante de R$ 3 milhões em espécie, pertencentes ao criminoso.

Ricardo Oliveira/Revista Cenarium

“Ele atuava no Estado há dez anos de forma tão discreta que ainda não tinha caído no radar da segurança. Ele nunca havia sido preso, não tinha antecedentes criminais. Foi um trabalho de investigação muito bem feito para chegar nele, porque ele já tinha todo cuidado em mãos para que nós (a polícia) não o encontrássemos”, destacou Emília Ferraz, delegada-geral da PC-AM.

De acordo com o coronel Louismar Bonates, secretário de Segurança do Amazonas (SSP-AM), a operação é resultado de uma investigação de três meses. Segundo ele, mais de 11 toneladas já foram apreendidas até este mês, o que representa um número maior do que o ano de 2019 completo.

“Há um mês, aproximadamente, foi apreendido uma tonelada de drogas que foi incinerada na sexta-feira, 25, e que era desse mesmo grupo criminoso. E hoje, 28, estamos apresentado mais cinco toneladas. As investigações continuarão e poderemos ter outras surpresas nos próximos dias”, pontuou.

Entre os carros apreendidos, estão modelos considerados de luxo das marcas Evoque, Audi, BMW, Hilux, Ranger, S-10, Chevrolet-Cruse, T-Cross. O material está sendo contabilizado pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Carros de luxo apreendidos (Ricardo Oliveira/Revista Cenarium)

As drogas

De acordo com Bonates, o narcotraficante é dono de três empresas de fachada que usava como cobertura de suas ações para o crime organizado. No Amazonas, o criminoso pegava as drogas no município de Japurá (a 744 quilômetros de Manaus), levava para Manaquiri (a 60 quilômetros de Manaus) e transportava para a capital.

“A droga era vendida para outros Estados, principalmente para o Nordeste e Minas Gerais. Normalmente, é preciso ter uma justificativa para ter tanto dinheiro. Então, ele precisava dessas empresas para poder ter cobertura”, disse.

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