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17 de abril de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – No dia em que o Brasil registra mais de 4 mil mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, um recorde desde o início da pandemia, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) desarticulou na noite desta terça-feira, 6, uma festa clandestina no meio da floresta amazônica que ocorria há, pelo menos, quatro dias em uma embarcação de médio porte no rio Negro, próximo a Manaus.

Batizado como Amazon Immersion, que em português significa “Imersão na Amazônia”, o evento foi denunciado nas redes sociais de uma conta do Instagram e viralizou na internet. De acordo com informações da polícia, a festa clandestina reunia cerca de 60 pessoas no navio de turismo que, durante a imersão, navegou pelas águas do rio Negro, passando por comunidades indígenas, como na aldeia do povo Dessana.

“Flagramos diversas pessoas realizando uma festa, a grande maioria sem máscara, consumindo bebida e desrespeitando o nosso decreto. Elas vão ser conduzidas para a delegacia, vai ser feito o termo circunstancial da ocorrência a todas as pessoas que estavam praticando essa ação, possibilitando um risco de contágio da Covid-19”, afirmou o delegado Bruno Fraga, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Para o acesso à festa, era cobrado entre o valor de U$ 1.100 (R$ 6.149) até U$ 2.100 (R$ 11.739). Um vídeo compartilhado no Instagram pelo perfil “Brasil Fede Covid”, conhecido nas redes sociais por denunciar confraternizações clandestinas no País, mostra o momento do evento que chama a atenção pela estrutura da festa. Segundo a conta, a aglomeração contou com a presença de modelos famosas, jovens milionários e influenciadores.

Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra a festa clandestina (Reprodução)

Segundo o delegado, a maioria das pessoas que estavam na embarcação eram jovens. “Boa parte deles são estrangeiros, vieram para conhecer a Amazônia, mas em um contexto muito triste. Nós estamos batalhando. Vidas estão sendo perdidas, a polícia está aí para coibir esse tipo de coisa, mas, infelizmente, as pessoas insistem em desobedecer”.

O policial salientou ainda que os participantes do evento alegam que haviam realizado testes para a Covid-19, e todos os resultados foram negativos. “Nós não temos essa materialidade ainda e alguns sustentam, ainda, que foram vacinados, o que não impede que eles sejam infectados, como é de conhecimento comum”, concluiu.

Risco

O delegado Ruan Valério, da Força Especial de Resgate e Assalto (Grupo Fera), enfatizou o risco de transmissão da Covid-19 nas aldeias indígenas do Amazonas. “Infelizmente, hoje, nós tivemos mais de quatro mil mortos e nós constatamos diversos estrangeiros, de várias nacionalidades, brasileiros dos mais diversos cantos do País, pessoas com alto padrão aquisitivo. Independente de terem feito ou não PCR, eles estão desde o dia 2 navegando. Tudo vai ser apurado, eles passaram em comunidades indígenas, têm imagens disso”, finalizou.

Veja o momento em que polícia flagra a embarcação: