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17 de novembro de 2021
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Com informações da assessoria

MANAUS – A Polícia Federal (PF) no Amazonas deflagrou, na manhã desta quarta- feira, 11, a Operação Boleto Real, por meio da qual são investigados fatos relacionados a fraudes bancárias eletrônicas praticadas através do Internet Banking, em Manaus. A ação visa cumprir três mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal da Justiça Federal no Estado.

De acordo com a PF, no esquema criminoso desarticulado nesta quarta-feira, 11, os suspeitos utilizavam contas de vítimas para efetuar o pagamento de impostos estaduais e federais, transferências e compras pela internet, tendo movimentado ilicitamente mais de R$ 2 milhões nos últimos meses.

A ação visa cumprir três mandados de busca e apreensão (Divulgação)

As empresas “de fachada” eram utilizadas para ocultar os valores obtidos por meio das atividades criminosas. Para a efetivação das fraudes, foram utilizadas 22 contas bancárias da Caixa Econômica Federal, pertencentes a pessoas físicas e jurídicas residentes em diferentes estados da Federação.

Os investigados irão responder por furto mediante fraude e organização criminosa e, se condenados, poderão pegar até 16 anos de prisão.

Entenda como surgiu a operação

A Operação Boleto Real é resultado da força-tarefa ‘Tentáculos’ de repressão a fraudes bancárias eletrônicas, a qual é coordenada pela Polícia Federal com a cooperação das instituições bancárias aderentes a um Acordo de Cooperação Técnica.

Para o órgão, o trabalho conjunto representa um importante passo na repressão às fraudes bancárias eletrônicas. Dentro da atuação conjunta, a Polícia Federal possui um Grupo Permanente de Análise para a investigação desse tipo de delito, que identificou um estabelecimento comercial do ramo da construção civil, em Manaus, que se utilizava de serviços de invasão de contas bancárias, por meio da internet, para pagamentos de boletos de compras para compor seus estoques.

Conforme a PF, a atuação da empresa gerou um enorme desequilíbrio econômico-financeiro em detrimento das empresas que trabalhavam no mesmo ramo na região.

“Essa situação impedia qualquer possibilidade de concorrência justa de mercado, uma vez que a conduta delitiva diminuía os custos operacionais do comércio, visto que os produtos que adquiria não eram pagos com seu patrimônio, mas mediante pagamento dos seus produtos em contas vítimas de fraude pela internet”, disse a Polícia Federal.

Diante dessa perspectiva, a sociedade era penalizada duas vezes: primeiro sendo vítima de fraudes bancárias e segundo com a monopolização do mercado, pois os produtos revendidos posteriormente sofreriam aumento de valor, em vista da quebra da livre concorrência.

A PF destacou que vem observando que criminosos têm utilizado de uma estratégia denominada “fraude as a service”, ou seja, são cometidas fraudes bancárias eletrônicas para obter financiamento para diversas condutas criminosas, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outras.