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23 de junho de 2021
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Com informações do G1

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu às 8h20 deste domingo, 16, aos 41 anos, em São Paulo, informou a prefeitura, em nota. Desde 2019, ele lutava contra um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Ele deixa o filho Tomás, de 15 anos.

Covas estava internado no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, desde 2 de maio, quando se licenciou da prefeitura. Na sexta-feira, 14, ele teve uma piora no quadro de saúde e a equipe médica informou que seu quadro havia se tornado irreversível.

Nas últimas horas de vida, o prefeito recebeu sedativos e analgésicos para não sentir dores. Familiares e amigos de Covas permaneceram no hospital desde que os médicos informaram que seu quadro de saúde era irreversível.

Covas teve o câncer diagnosticado em outubro de 2019, após ser internado com uma infeção na pele chamada erisipela. O tumor regrediu, mas, neste ano, novos nódulos foram encontrados no fígado, na coluna e na bacia.

O corpo será levado para o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, onde, às 13h, haverá no hall monumental do 3º andar uma cerimônia breve para familiares e amigos próximos. Depois, seguirá em carro aberto em um cortejo até a Praça Oswaldo Cruz. O enterro será em Santos, em cerimônia restrita à família.

O tucano é o primeiro prefeito da cidade de São Paulo a morrer durante o mandato. Ricardo Nunes (MDB), o vice que hoje é prefeito em exercício, irá assumir definitivamente o cargo.

Veja frases ditas por Covas ao longo de sua trajetória:

‘Lembrado por aquilo que me motiva a fazer política’

“Eu gostaria de ser lembrado por aquilo que me motiva a fazer política, que é mudar a vida dos que mais precisam”, disse Bruno Covas em entrevista ao programa Diálogo com Sergio Conti, após assumir a prefeitura de São Paulo em 2018.

‘Negacionismo com os dias contados’

“O negacionismo está com os dias contados. Prevalecerá o diálogo, a conversa, a construção coletiva, a compreensão de que há mais em comum entre nós do que as nossas visões distintas nos separam. No caso da pandemia o inimigo é um só: o vírus. E o momento exige união. O vírus do ódio e da intolerância também precisa ser banidos da sociedade. As crises sociais e econômicas provenientes da pandemia são profundas. Por isso é fundamental conversar de forma generosa e aceitar as diferenças. Ninguém pode ser dono da verdade”, discursou Covas quando tomou posse de seu segundo mandato da prefeitura de São Paulo, em 2021.

‘Pequeno prazer da vida’

“Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal.”, disse quando reassumiu o cargo de prefeito após dez dias de licença médica, em fevereiro de 2021.

‘É um soco na cara’

“Em três, quatro dias, que eu comecei a me tratar de uma infecção e descobri que eu estava com câncer. É um soco na cara, é um carro a 200 por hora que bate na parede. Você fica: ‘que que aconteceu, como assim?’. Eu, com 39 anos de idade, prefeito da maior cidade, de São Paulo, tô aqui enfrentando um câncer”, relatou Covas, em novembro de 2019, sobre como foi descobrir a doença.

‘Mais um desafio a ser superado’

“Mais um desafio a ser superado. Vou enfrentá-lo como sempre: confiante, de cabeça erguida e grato pelo apoio e carinho de todos vocês”, disse quando decidiu que não iria se afastar do cargo para se submeter a um novo tratamento contra o câncer, em fevereiro deste ano.

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