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18 de novembro de 2021
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Com informações da UOL

Entidades dos movimentos negro, feminista e de defesa dos direitos humanos protocolaram, nesta quarta-feira (18), uma ação civil pública contra a corretora XP e o seu escritório credenciado Ável Investimentos, pela falta de diversidade no quadro de funcionários. A ação, à qual o UOL teve acesso com exclusividade, pede indenização de R$ 10 milhões por dano social e moral coletivo e que as empresas cumpram uma série de medidas para aumentar a diversidade.

A iniciativa acontece depois da repercussão, na semana passada, de uma foto divulgada pela Ável, com um grupo de mais de cem pessoas, formado em sua quase totalidade por homens brancos e jovens. A empresa, que se apresenta como “o maior escritório de assessoria digital da XP”, tem sede em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Procurada pelo UOL, a XP não se manifestou especificamente sobre a ação civil. A empresa reconheceu que “a inclusão de pessoas negras na companhia e rede de parceiros é uma questão fundamental” e disse que tem metas internas para “aumentar a contratação, em todos os cargos, de pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e PCDs”. A Ável afirmou que não vai comentar o assunto.

Além da falta de diversidade entre os profissionais, a foto atraiu críticas devido ao fato de os profissionais estarem aglomerados na cobertura de um prédio, quase todos sem máscara.

No site da Ável, de 111 assessores de investimentos apresentados, apenas nove são mulheres. Ou seja, pouco mais de 8%. Pelas imagens, não é possível precisar a quantidade de pessoas negras entre os profissionais.