Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
18 de janeiro de 2022
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), disse nesta segunda-feira, 21, que existe um preconceito “estúpido” sobre a Zona Franca (ZFM). Para o gestor, ainda há muita alienação quanto à Amazônia e ao polo industrial, principal motor econômico do Amazonas.

Em uma publicação nas redes sociais, Arthur falou sobre as pessoas que “se dizem apaixonadas pela Amazônia e pela causa ambiental, mas excluem a Zona Franca de Manaus”. “Enquanto indústrias de outros locais recebem incentivos, nosso povo sofre essa ameaça”, continuou.

“Falarei quantas vezes for preciso: a Amazônia vale mais em pé e a Zona Franca de Manaus ajuda a manter a floresta preservada. Se continuarem as queimadas e as derrubadas indiscriminadas de árvores, teremos boicote de produtos Made in Brazil e isso mexerá com a balança de importações”, escreveu.

O tucano destacou que o Amazonas não é lugar para trabalhar o agronegócio, pois desertificaria a floresta e deixaria a região em crise, apesar do retorno econômico.

“Sofremos com um serviço de telefonia e internet péssimo. Precisamos de uma revolução portuária, precisamos de revolução intelectual, precisamos preparar nossa mão de obra, transformar nossos rios em hidrovia, principalmente o rio Madeira, que tem maior facilidade de escoamento do Brasil, uma mudança verdadeiramente sustentável”, pontuou.

Arthur Neto terminou destacando que sempre tratou a Amazônia, seja no Congresso Nacional ou na prefeitura, como uma questão de relevância nacional e mundial, mas que sempre percebeu uma alienação por parte de colegas deputados, senadores, governadores e prefeitos.

“Deixar essa Reforma Tributária da maneira como está é o fim da ZFM. E não se enganem, será o fim da nossa floresta e o fim da pouca dignidade que ainda resta a este País chamado Brasil”, finalizou.

View this post on Instagram

As pessoas se dizem apaixonadas pela Amazônia e pela causa ambiental, mas excluem a Zona Franca de Manaus. Existe um preconceito estúpido. Sinto falta dessa compreensão de modo geral. Ainda vejo muita alienação quanto à Amazônia e à Zona Franca. Enquanto indústrias de outros locais recebem incentivos, nosso povo sofre essa ameaça. Falarei quantas vezes for preciso: a Amazônia vale mais em pé. E a Zona Franca de Manaus ajuda a manter a floresta preservada. Se continuarem as queimadas e as derrubadas indiscriminadas de árvores, teremos boicote de produtos Made in Brazil e isso mexerá com a balança de importações. Aqui, não é lugar para trabalharmos agronegócio, afinal, daria dinheiro durante uns 20 anos, mas num futuro próximo desertificaria a Amazônia e atingiríamos uma situação de crise. Aqui sofremos com um serviço de telefonia e internet péssimo. Precisamos de uma revolução portuária, precisamos de revolução intelectual, precisamos preparar nossa mão de obra, transformar nossos rios em hidrovia, principalmente o rio Madeira, que tem maior facilidade de escoamento do Brasil, uma mudança verdadeiramente sustentável. Sempre tratei a Amazônia, seja no Congresso Nacional ou agora no Executivo, como uma questão de relevância nacional e mundial, mas sempre percebi uma alienação vinda de colegas deputados, senadores, governadores e prefeitos. Deixar essa Reforma Tributária da maneira como está é o fim da ZFM. E não se enganem, será o fim da nossa floresta e o fim da pouca dignidade que ainda resta a este país chamado Brasil.

A post shared by Arthur Virgílio Neto (@arthurvirgilionetoam) on