21 de outubro de 2020

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Carolina Givoni – Da Revista Cenarium

MANAUS – “Lembro das bandeiras da meia entrada, da construção da ponte sobre o rio Negro. Todas eram consideradas absurdas e hoje existe a meia entrada em espetáculos, nos ônibus e olha a ponte aí…”, explicou Bruno Gomes (PRTB), candidato estreante na disputa por uma das 41 vagas à Câmara Municipal de Manaus (CMM).

O bacharel em direito e sargento do Corpo de Bombeiros foi sabatinado sobre propostas, uma delas, a construção de uma “alça de metrô” na capital amazonense. Confira a entrevista:

Revista Cenarium – Candidato, entre as suas propostas de campanha, a que mais chama atenção é a que pede a construção do metrô aéreo, que sairia do atual Terminal 1 na Constantino Nery até o Terminal 5, no Jorge Teixeira. Por que o senhor aposta nessa proposta?

Bruno Gomes – Porque o sistema de transporte público de Manaus é uma doença que se espalha sobre a população. E a construção de um metrô aéreo, ou seja, por cima, é a única solução para algo que é inevitável.

Revista Cenarium – Mas o senhor sabe que não é atribuição de vereador construir obras, certo?

Bruno Gomes – Sim! Não é meu papel construir, mas é meu papel, se eleito, levantar essa bandeira e lutar por ela. Lembro das bandeiras da meia entrada, da construção da ponte sobre o rio Negro. Todas eram consideradas absurdas e hoje existe a meia entrada em espetáculos, nos ônibus e olha a ponte aí… Meu papel será pressionar o prefeito, o governador para que essa solução aconteça. O que não pode é ficar do jeito que está.

Revista Cenarium – O senhor acredita que depois de fracassos como o ‘Expresso’ e as promessas vazias do ‘Monotrilho’ da Copa do Mundo, o povo tem esperança?

Bruno Gomes – Veja bem, é histórico que todas as conquistas populares são fruto da luta e mobilização do povo. Sem luta não há vitória. Meu comprometimento é ser uma voz no parlamento e nas ruas. Não darei trégua. Prefiro lutar pelo metrô do que prometer abrir a ‘caixa-preta do Sinetram’.

Revista Cenarium – No seu material audiovisual de campanha, o senhor tem até uma maquete eletrônica mostrando o metrô e o trajeto. O senhor faz ideia de como se constrói um metrô?

Bruno Gomes – A proposta não surgiu da minha cabeça. Ela é um clamor de muita gente que eu conheço e que anda de ônibus. Gente que já foi assaltada. Eu sei a agonia que é ficar em um ônibus lotado no calor de Manaus. Já usei esse sistema. Já fiquei ‘no prego’ a caminho do trabalho.

Revista Cenarium – Mas, insistindo na pergunta, o senhor faz ideia?

Bruno Gomes – Como eu disse: não é ideia da minha cabeça. Tenho uma equipe formada por engenheiros civis que são os companheiros Carlos Emanoel, Jhosnny Lima. Tenho ainda e engenheira eletricista Adriana Lima. E toda a viabilidade econômica foi alicerçada pelo economista João Chaves Boaventura. É uma proposta para ser levada a sério.

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