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27 de janeiro de 2022
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Com informações do Infoglobo

Prematuros com uma condição no coração estão se beneficiando de um tratamento que começou a ser feito recentemente no Brasil: o cateterismo.

O casal Bianca e Rodrigo descobriram que as gêmeas que esperavam tinham problemas que só poderiam ser resolvidos com cirurgia: Alice tinha uma cardiopatia e Helena foi diagnosticada com PCA, que é persistência do canal arterial.

Antes do nascimento, o feto recebe oxigênio através do cordão umbilical e os pulmões permanecem fechados. O canal arterial fica no coração e ajuda a garantir que o sangue circule por todo o corpinho do feto. Ele conecta a artéria pulmonar, que leva sangue aos pulmões, à aorta, que leva sangue ao resto do corpo.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O canal arterial é fundamental para os fetos. Mas depois que o bebê nasce, os pulmões se expandem e o canal normalmente se fecha sozinho. Só que às vezes, especialmente em prematuros, isso não acontece. Por isso o nome: persistência do canal arterial. Nesses casos, os pulmões continuam recebendo sangue através do canal e podem ficar sobrecarregados.

Existem medicamentos que induzem o fechamento do canal, mas como a helena não tinha um sistema digestivo funcional, ela não podia tomar os remédios. A única solução era fechar o canal artificialmente.

Antigamente, isso era feito por meio de uma cirurgia. Nos últimos anos, os médicos começaram a adotar um procedimento menos invasivo: o cateterismo.

Funciona assim: um cateter, um tubo fino e flexível, é inserido na virilha e viaja até o coração, e uma pequena prótese é colocada para fechar o canal.

No Brasil, o primeiro cateterismo em um prematuro só foi feito em 2019 pela doutora Juliana Neves:

“Era um procedimento que, apesar de ser estabelecido em crianças maiores, em bebês muito pequenos ainda não estava em uso ou sendo feito no brasil”, conta a médica.

“O meu bebê foi o primeiro, mas virão outros e deu certo. Vai ajudar outras pessoas”, diz a mãe das gêmeas, Bianca.

Vinte e três prematuros em várias regiões do Brasil já passaram pelo procedimento, sem nenhuma complicação.