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20 de novembro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Cenarium

MANAUS – O presidente do Democratas (DEM) no Amazonas e ex-deputado federal, Pauderney Avelino, confirmou, nesta sexta-feira, 20, que está previsto uma visita ainda neste ano a Manaus do presidente nacional da sigla, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, ACM Neto, para uma cerimônia que oficializará a filiação do ex-governador Amazonino Mendes ao partido.

Mendes está à procura de um novo partido desde julho deste ano, após desfiliação do Podemos, em uma reação à decisão da presidente nacional da sigla, Renata Abreu, que tirou o comando da presidência regional da sigla das mãos de Amazonino e transferiu para o deputado estadual Abdala Fraxe.

Com a filiação de Amazonino ao DEM, nos bastidores, a expectativa é que Mendes possa ser o candidato da sigla ao Governo do Amazonas nas eleições de 2022. À CENARIUM, no entanto, Pauderney Avelino não confirmou a possível candidatura majoritária do ex-governador.

“Não há nada confirmado ainda [sobre a candidatura de Amazonino ao governo do Estado]. O que está previsto é a visita do ACM Neto para a filiação do Amazonino. Mas não tem data marcada”, afirmou o ex-deputado federal.

Tomada de poder

A retirada do Podemos das mãos de Amazonino foi articulada pela base aliada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) junto à Executiva Nacional do partido, conforme apurado pela reportagem da CENARIUM. As conversas iniciais para a mudança teriam começado há, pelo menos, cerca de dois meses antes da decisão oficial da mudança.

Veja também: Base aliada da Aleam articulou tomada do Podemos de Amazonino; grupo se fortalece para 2022

Amazonino, considerado um “cacique político” no Estado, estava no Podemos desde o dia 20 de março de 2020. O parlamentar vem de duas derrotas consecutivas em eleições: a primeira foi para o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), em 2018, quando ele disputou o cargo pelo PDT; a segunda, mais recente, para o cargo de prefeito de Manaus, em 2020, já pelo Podemos.

Além de Amazonino, os deputados estaduais Wilker Barreto e Dermilson Chagas e os vereadores Amom Mandel e Professora Jacqueline também deixaram o Podemos, em uma espécie de “debandada”, motivada pela decisão do ex-governador.