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22 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

BRASÍLIA (DF) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, indicou, nesta sexta-feira, 6, em entrevista à Globonews, que o Congresso Nacional está próximo de enterrar definitivamente a proposta do voto impresso. Pacheco disse que a decisão da comissão especial da Câmara, que rejeitou parecer favorável ao sistema, é uma “resposta legislativa”.

Questionado sobre o assunto, afirmou ainda que há “uma tendência muito forte” para que o encerramento do assunto ocorra na própria Câmara dos Deputados.

Na quinta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mencionou a possibilidade regimental de levar o tema ao plenário, mesmo com a derrota no colegiado. O cenário seria desfavorável a bolsonaristas mesmo se o texto fosse para lá. São necessários 308 votos para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Esse apoio, hoje, o governo não conta. 

“O que se avizinha é um reconhecimento de que a tese do presidente da República e apoiadores (do voto impresso) será vencida. E, sendo vencida, haverão de respeitar”, disse Pacheco.

O presidente do Senado indicou, ainda, que dará respostas institucionais a ações antidemocráticas. Além disso, afirmou que estará sempre aberto ao diálogo com os demais poderes.

“O Congresso Nacional vai se pronunciar. Uma comissão da Câmara dos Deputados já o fez dizendo que não se deve alterar o sistema eletrônico no Brasil. E esse é o papel do Congresso Nacional: afirmar as posições legislativas”, disse.

Pacheco disse, ainda, que qualquer pessoa que tentar sabotar o processo eleitoral será visto como “inimigo da nação”.

“Já afirmei mais de uma vez, com toda a segurança, todo aquele que pregar algum tipo de retrocesso democrático ou pregar que não haverá eleições em 2022 será apontado pelo povo e pela História como inimigo da nação”, afirmou.