8 de março de 2021

Com informações do G1

SÃO PAULO – O Banco Central informou nesta sexta-feira (12) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) da instituição, considerado uma “prévia” do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), aponta que a economia brasileira encolheu 4,05% em 2020.

Se confirmado, o tombo do PIB interromperá uma sequência de três altas seguidas no nível de atividade e também representará a maior contração desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem início em 1996. Antes desse ano, o PIB era calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O resultado oficial do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, será divulgado somente em 3 de março pelo IBGE.

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Pandemia do coronavírus

O tombo do PIB, em 2020, aconteceu em meio à pandemia do coronavírus, que interrompeu, temporariamente, a atividade econômica e gerou recessão no país. Nos últimos meses, porém, indicadores mostram uma retomada da produção e das vendas, e os números oficiais confirmaram a saída do cenário recessivo.

Para tentar evitar um impacto maior da pandemia do PIB e auxiliar os desassistidos, o governo Bolsonaro anunciou, no ano passado, uma série de medidas – com impacto de R$ 524 bilhões nos gastos públicos.

A principal delas foi o auxílio emergencial, que liberou R$ 293 bilhões para os desassistidos, mas também foi anunciado um programa para conter o desemprego, um auxílio financeiro para os estados e programas de crédito garantidos por recursos públicos.

Mês a mês

Em dezembro, os números do BC para a prévia do PIB mostram que o nível de atividade da economia brasileira apresentou expansão em dezembro pelo oitavo mês seguido — quando foi registrada uma alta de 0,64%.

Com o crescimento registrado em novembro, o IBC-Br atingiu 138,33 pontos e permaneceu abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia (140,24 pontos).

Além disso, os números apontam para uma desaceleração no ritmo de crescimento. Em setembro, outubro e novembro, a economia havia avançado mais contra o mês anterior: 1,76%, 0,77% e 0,68%.