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28 de janeiro de 2022
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Da Revista Cenarium*

Pró-reitores de Pesquisa e Pós-Graduação, de 28 Instituições de ensino da Região Norte e da Amazônia Legal, realizaram evento virtual, na última semana, para discutir estratégias de como reivindicar mais atenção do Governo Federal em relação à pesquisa em Ciência e Tecnologia na região.

De acordo com a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Ufam, professora Selma Baçal, o objetivo é reduzir as diferenças existentes entre as instituições de pesquisa e pós-graduação das cinco regiões do País.

“Defendemos que haja um investimento até diferenciado na pesquisa e na pós-graduação da região Norte, que padece há muitos anos por uma segregação. Na verdade, essa região, do ponto de vista da ciência e da tecnologia e mesmo os avanços sociais são poucos, porque o País sempre esteve de costas para a Amazônia. Então, nós estamos trabalhando buscando ainda vencer as assimetrias regionais, melhorar os programas de pós-graduação da nossa região”, destaca a pró-reitora.

Após o encontro, o grupo elaborou a Carta da Amazônia 2020, que estabelece os temas a serem priorizados nos próximos dez anos com a finalidade de melhorar a pesquisa e a pós-graduação da região Norte e Amazônia Legal.

“A Carta da Amazônia foi elaborada e pensada para servir como referência em questões que precisam ser vencidas na próxima década, uma delas é a formação de doutores nas instituições, que ainda há uma carência na Amazônia Legal”, frisa Selma.

Outros pontos contidos no documento dizem respeito ao programa de atração de pesquisadores sênior, estrangeiros, para a Amazônia Legal; a internacionalização dos programas de pós-graduação da Amazônia; programas de ações afirmativas para as nossas populações tradicionais e povos indígenas; à necessidade de fixação de doutores na Amazônia; ao programa de apoio à infraestrutura de pesquisa para a nossa região.

(*) Com informação da Ufam