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24 de outubro de 2021
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Com informações da Veja

MANAUS – O subprocurador-geral, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, fez uma representação para que o tribunal investigue as denúncias feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo de que o Governo Jair Bolsonaro teria articulado um “orçamento secreto” em favor de determinados parlamentares em troca de apoio a projetos do governo.

Segundo o procurador, isso configura inadequada execução orçamentária motivada por interesses políticos. O esquema teria envolvido o valor de 3 bilhões de reais distribuídos a  parlamentares, entre eles o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o atual presidente da Câmara, Arthur Lira.

Para se ter ideia do tanto de dinheiro que está envolvido, o fundo de financiamento de campanhas para as eleições a prefeito e vereador de todas as cidades brasileiras não chegou a esse valor. O presidente da Câmara afirma que não há irregularidades ou falta de transparência e que o dinheiro seria de emendas impositivas. Essas emendas têm o valor individual de 8 milhões de reais, mas o jornal aponta uma série de liberações de valores bem mais elevados e também denuncia superfaturamento na compra de tratores.

O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB), também anunciou que vai entrar com representações no Ministério Público Federal e no TCU para que a liberação de emendas seja investigada.