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18 de maio de 2021

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Com informações do O Globo

SÃO PAULO – O diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou na manhã desta terça-feira que o instituto deve começar a produzir o próprio imunizante, a ButanVac, nesta semana. A declaração foi feita em entrevista à rádio “CBN”.

O Butantan solicitou à Anvisa na sexta-feira passada o início dos testes em humanos. O instituto submeteu o protocolo para as fases 1 e 2 do estudo clínico do imunizante, compostas por estudos controlados com placebo que avaliarão a segurança e eficácia da vacina em 1,8 mil voluntários acima de 18 anos no Brasil.

Dimas Covas afirmou que já existe uma instalação pronta para começar a produzir a primeira vacina brasileira contra a Covid-19. O instituto deve começar a recrutar voluntários para os testes após a sinalização positiva da Anvisa.

“(A ButanVac) começa a ser produzida no Butantan em larga escala ainda neste mês de abril. Existe uma fábrica pronta para isso, com grande capacidade. Vamos produzir um grande volume de doses dessa vacina, aguardando os testes clínicos. E serão divulgados oportunamente os censos que farão o recrutamento (de voluntários) e quais são os critérios”, afirmou.

Análise de testes pela Anvisa já começou

A Anvisa informou na sexta passada ter recebido o protocolo de estudos da vacina ButanVac e que o prazo de análise é de 72 horas para pedidos de pesquisa clínica que tratem de Covid-19 e que estejam completos.

A documentação entregue, segundo a Anvisa, é parte do pedido de autorização de estudo da vacina, que ainda dependia de dados adicionais. No dia 29 de março, a Anvisa havia emitido um pedido de complementação dos dados e inclusão do protocolo de pesquisa. “A equipe técnica da Anvisa já iniciou a avaliação para dar seguimento à análise de autorização do estudo”, afirmou a agência.

O novo imunizante vai incorporar a eficácia já registrada em outras vacinas contra novas variantes do coronavírus, segundo Covas.

A ButanVac é uma vacina candidata contra a Covid-19 produzida por um consórcio internacional que pretende ampliar e baratear a produção desses imunizantes usando fábricas que trabalham com ovos de galinha como base para a criação das doses. O anúncio do projeto da ButanVac foi feito em 26 de março.

“A Butanvac é uma vacina de segunda geração, já aperfeiçoada em relação à primeira geração de vacinas, da AstraZeneca, Pfizer, Moderna. Já incorpora conhecimento inclusive sobre as variantes”, disse.

A produção de 40 milhões de doses da nova vacina devem ficar prontas até julho e, se tudo seguir como o planejado, o pedido para uso emergencial do imunizante no País deverá ser feito em setembro à Anvisa.