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18 de maio de 2021

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Matheus Pereira – Da Revista Cenarium

MANAUS – Entre os anos de 2006 e 2016, o açaí extraído na Amazônia apresentou um aumento 398% no valor de produção e de 113% na quantidade produzida na região. A estatística faz parte de um estudo sobre a evolução física e monetária de produção em cada bioma do país, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Instituto, esse aumento no valor de produção está relacionado com as altas no preço médio e na quantidade produzida.

Na publicação “Contas de Ecossistemas: Produtos Florestais Não Madeireiros”, estatística experimental, da qual o estudo faz parte, o instituto aponta que a quantidade de açaí extraída foi 101,3 mil toneladas em 2006 para 215,4 mil em 2016, enquanto o valor de produção passou de 103,2 milhões em 2006 para 514,2 milhões em 2016.

O açaí possui uma safra, tornando o produto escasso nos outros períodos do ano. A polpa ou o vinho do açaí é o principal produto obtido através do processamento artesanal ou industrial do fruto. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a valorização do açaí nos mercados nacional e internacional tem trazido visibilidade e reconhecimento às populações tradicionais extrativistas, contribuindo para a valorização da floresta “em pé”, como fonte de renda para milhares de famílias.

Mapa mostra áreas de maior quantidade e de maior valor da produção de açaí na Amazônia (Reprodução/IBGE)

O produtor Ronilson Freitas aponta que, como ainda está no período da safra, só poderão saber da extração e o comércio terá um crescimento, assim como nos anos apontados pelo estudo do IBGE, porém o produtor está otimista para o fim da safra, já que segundo ele, o produto segue em alta. “O açaí está mais valorizado. Pelo início da safra, a expectativa é boa para este ano”, afirmou Freitas.

Maior variedade de produtos

A pesquisa reuniu a provisão física e monetária de doze produtos extraídos e cultivados com maior expressão econômica, por bioma. São eles: açaí (extraído e plantado), látex coagulado (extraído e plantado), erva-mate (extraída e plantada), palmito (extraído e plantado), castanha-do-pará, pequi, pequi-amêndoa, babaçu, carnaúba em cera e carnaúba em pó, jaborandi e piaçava.

Desses doze produtos, a Amazônia tem dez em seu território. Além do aumento no valor do açaí extraído, na Amazônia, o pequi-amêndoa extraído teve um aumento de 221%, a castanha-do-pará extraída de 152%, o jaborandi extraído de 115%, o palmito extraído de 83% e a carnaúba em pó de 77%.

As estatísticas levantadas pelo IBGE compõem o Sistema de Contas Econômicas Ambientais, que segue as recomendações das Nações Unidas (ONU), de promover a integração de informações entre a economia e o meio ambiente. Os estudos e os resultados são classificados experimentais, pois encontram-se em fase de teste e avaliação.