31 de outubro de 2020

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Luciana Bezerra – Da Revista Cenarium

MANAUS – Só deu o Amazonas durante a premiação do 48º Festival de Gramado 2020, realizado no sábado 27, em cerimônia virtual por conta da pandemia de Coronavírus. A animação “O Barco e o Rio” levou cinco Kikitos, incluindo o de melhor curta, enquanto a série “Lupita pelo Mundo”, abocanhou um troféu. Ambas são produzidas no Amazonas e exibidas no YouTube, no PlayKids e no Youku, na China.

A edição deste ano teve mais de 480 inscrições e apenas cinco conteúdos foram selecionados com votação pela internet. Ao todo foram 8.471 votos computados, sendo 2.035 votos arrebatados por “Lupita pelo Mundo”. Já o “O Barco e o Rio” concorreu com 14 curtas-metragens de oito Estados e do Distrito Federal.

Lupita pelo Mundo, a série amazonense premiada no Festival do Cinema de Gramado (Divulgação/ PetitFabrik)

Para Olímpio Neto, CEO da PetitFabrik, responsável pela produção da série “Lupita pelo Mundo”, a premiação do Festival de Cinema de Gramado foi histórica para o Amazonas. Segundo ele, o Estado tem a capacidade de se tornar uma grande indústria de audiovisual. “É motivo de muito orgulho para gente de ter ganhado o prêmio de melhor série brasileira no Festival. Acreditamos que isso pode impulsionar o audiovisual no Amazonas. Isso é um recado que podemos ter uma indústria no nosso Estado”.

Olímpio ressaltou ainda que a PetitFabrik criou com talentos amazonenses uma série com potencial de agradar ao público brasileiro no momento difícil que o País está atravessando com a pandemia.

De acordo com o diretor do curta-metragem “O Barco e o Rio”, Bernardo Abinader, a emoção tomou conta da equipe formada exclusivamente por profissionais do Amazonas. “Fiquei muito feliz por todo mundo, a equipe toda é do Amazonas, o que ressalta que temos muito talentos que precisam ser valorizados. Estávamos ciente da boa repercussão do filme, mas não esperava ganhar os cinco, principalmente o de Melhor Filme”, contou o diretor.

o diretor do curta “O Barco e o Rio”, Bernardo Abinader, ainda está anestesiado com o resultado do Festival (Divulgação/Secom)

O curta produzido pela Fitacrepe Filmes e Artes Cênicas teve o apoio do Edital Prêmio Manaus de Audiovisual, da Prefeitura de Manaus.

Abinader disse, ainda, que o apoio dado pela Prefeitura de Manaus foi fundamental para a realização do filme. “Esse investimento foi fundamental para que a gente conseguisse produzir e chegar até a premiação, que é uma confirmação que investimento no cinema do Amazonas vale muito a pena, pois tem pessoas que querem ouvir as nossas histórias contadas pelo nosso ponto de vista”, concluiu Bernardo, que também assina o roteiro do curta premiado.

“Quero parabenizar os artistas que fizeram essa obra que está levando o nome de Manaus para todo o Brasil e o mundo, conquistando o principal prêmio de cinema do País. A cultura local tem espaço de destaque na nossa gestão. Com os editais, estamos democratizando o apoio à cultura para que cada vez mais artistas possam ter acesso aos recursos e mostrem o seu talento, como fez a equipe de ‘O Barco e o Rio’”, ressaltou o prefeito de Manaus, Arthur Neto.

Premiação

O Barco e o Rio, dirigido por Bernardo Ale Abinader, e produzido pela Fitacrepe Filmes e Artes Cênicas levou os Kikitos de Melhor Filme (curta), Melhor Direção para Bernardo Ale Abinader, Direção de Arte para Francisco Ricardo, Direção de Fotografia com Valentina Ricardo e o prêmio do Júri Popular. 

Já Lupita Pelo Mundo, produção da PetitFabrik, foi a mais votada pelo público na categoria melhor série brasileira. Segundo um dos roteirista da série, Ademar Vieira, ressalta que a animação conta as aventuras da Lupita em várias cidades e regiões do mundo, onde ela descobre coisas interessantes e traz para as crianças com muita música e aprendizado.

“A gente já estava feliz de ver a Lupita participando entre tantos outros concorrentes de peso como as animações do Maurício de Souza, mas estávamos pensando que para nós, iniciantes e do Amazonas, só de ter chegado na final desses dois concursos já era uma vitória, com o prêmio então, o sentimento é de alegria mesmo”, destaca o roteirista amazonense.

Sobre o curta

“O Barco e o Rio” conta a história das irmãs Vera e Josi, donas de uma embarcação simples, herdada da família, e ambas com personalidades bem diferentes. Vera é religiosa e cuida do barco com esmero, enquanto Josi prefere beber com as amigas e se envolver sem compromisso com homens do porto. As duas imaginam destinos diferentes para o barco e para a vida: uma quer vender a embarcação e a outra enxerga na herança o seu único sustento.

No elenco, Isabela Catão e Carolline Nunes interpretam as protagonistas. A ficha técnica também conta com produção executiva de Hamyle Nobre, direção de fotografia de Valentina Ricardo, direção de arte de Francisco Ricardo, trilha musical de Heverson Batista (Batata), trilha sonora original e desenho de som de Lucas Coelho, montagem de César Nogueira e direção de produção de Keila Serruya, entre outros nomes.

Confira a lista dos vencedores:

Longa-metragem Brasileiro – LMB

Melhor Filme – King Kong en Asunción

Melhor Direção – Ruy Guerra, por Aos Pedaços

Melhor Ator – Andrade Júnior, por King Kong en Asunción

Melhor Atriz – Isabél Zuaa, por Um Animal Amarelo

Melhor Roteiro – Felipe Bragança, por Um Animal Amarelo

Melhor Fotografia – Pablo Baião, por Aos Pedaços

Melhor Montagem – Eduardo Gripa, por Me Chama Que Eu Vou

Melhor Trilha Musical – Salloma Salomão, por Todos os Mortos e

Shaman Herrera, por King Kong en Asunción

Melhor Direção de Arte – Dina Salem Levy, por Um Animal Amarelo

Melhor Atriz Coadjuvante – Alaíde Costa, por Todos os Mortos

Melhor Ator Coadjuvante – Thomás Aquino, por Todos os Mortos

Melhor Desenho de Som – Bernardo Uzeda, por Aos Pedaços

Prêmio Especial do Júri: Elisa Lucinda, por Por que você não chora?

Menção Honrosa do Júri: Higor Campagnaro, por Um Animal Amarelo

Longa-metragem Estrangeiro – LME

Melhor Filme – La Frontera

Melhor Direção – Mariana Viñoles, por El gran viage al país pequeño

Melhor Ator – Anibal Ortiz, por Matar a un Muerto

Melhor Atriz – Daylin Vega Moreno (Diana), Sheila Monterola (Chalis), por La Frontera

Melhor Roteiro – David David, por La Frontera

Melhor Fotografia – Nicolas Trovato, por El Silencio del Cazador

Prêmio Especial do Júri: El Gran Viaje al País Pequeño

Longa-metragem Gaúcho – LMG

Melhor Filme – Portuñol, de Thaís Fernandes

Curta-metragem Brasileiro – CMB

Melhor Filme – O Barco e o Rio

Melhor Direção – Bernardo Ale Abinader, por O Barco e o Rio

Melhor Ator – Daniel Veiga, por Você tem olhos tristes

Melhor Atriz – Luciana Souza, Inabitável

Melhor Roteiro – Inabitável, Matheus Farias e Enock Carvalho

Melhor Fotografia – O Barco e o Rio, para Valentina Ricardo

Melhor Montagem – Você tem olhos tristes, para Ana Júlia Travia

Melhor Trilha Musical – Atordoado, eu permaneço atento, para Hakaima Sadamitsu, M. Takara

Melhor Direção de Arte – O Barco e o Rio, para Francisco Ricardo Lima Caetano

Melhor Desenho de Som – Receita de Caranguejo, Isadora Torres e Vinicius Prado Martins

Prêmio especial do júri: Preta Ferreira, por Receita de Caranguejo

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